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Serviço de Urgência Básica de Coruche vai encerrar

Edição de 25.11.2015 | Sociedade
O Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Coruche foi eliminado da rede nacional de urgências. O despacho do Ministério da Saúde (13427/2015) foi publicado no Diário da República de sexta-feira, 20 de Novembro. Segundo o mesmo, a concretização do encerramento deverá ocorrer no prazo de seis meses.O Serviço de Urgência Básica de Coruche fazia parte da rede de urgência proposta há quatro anos por uma comissão de especialistas. Com a concretização da rede agora anunciada pelo actual Governo em gestão, Portugal passa a ter 78 serviços de urgência. Na região continuam a funcionar as urgências básicas dos hospitais de Tomar e Torres Novas, que integram o Centro Hospitalar do Médio Tejo, e os serviços de urgência médico-cirúrgica dos hospitais de Abrantes, Santarém e Vila Franca de Xira.O presidente da Câmara Municipal de Coruche considera esta medida “extemporânea” e “disparatada”, tendo apanhado todos de surpresa. “Em 2012 foi dito, por especialistas que avaliaram a situação, que o SUB de Coruche seria um dos que viria a reabrir. Tínhamos esperança que isso acontecesse e o objectivo era que esta unidade servisse os concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos e Benavente para poder aliviar o Hospital de Santarém”, explicou Francisco Oliveira.O autarca disse ainda, em declarações a O MIRANTE, que esta situação vai prejudicar “muito” toda a população do concelho, justificando que Coruche fica a cerca de 40 quilómetros do Hospital de Santarém e que a localidade do Couço fica a 60 quilómetros. “Este serviço de urgência básica fazia todo o sentido e somos apanhados de surpresa quando um Governo que se encontra em gestão toma uma decisão destas. A única solução é que o próximo Governo revogue esta situação e analise a importância do SUB de Coruche, que é fundamental”, afirma Francisco Oliveira.Entretanto, o Bloco de Esquerda também tomou posição sobre o assunto e repudia a decisão “absurda e ilegítima de acabar” com o SUB de Coruche e mostra-se solidária com as populações que ficam “abandonadas à sua sorte”. “O SUB tem é de ser aberto a curto prazo devidamente dotado de todos os recursos necessários”, refere o BE em comunicado. No preâmbulo do despacho agora publicado é explicado que a Rede Nacional de Emergência e Urgência foi definida tendo em conta a sua distribuição territorial, as condições de acesso e a composição das respostas existentes e é admitida a possibilidade de a mesma vir a ser revista. “Até 31 de Maio de cada ano as Administrações Regionais de Saúde (ARS) devem elaborar um relatório com a descrição dos movimentos ocorridos no ano anterior em cada serviço de urgência de forma a possibilitar qualquer eventual revisão das tipologias, valências e localizações dos serviços de urgência”, pode ler-se. O MIRANTE contactou o Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria para obter mais esclarecimentos mas até ao fecho desta edição tal não foi possível.

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