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Tribunal manda recolher ADN de Salgueiro Maia para teste de paternidade

O MIRANTE tinha revelado há dois anos a possibilidade do herói do 25 de Abril ter um filho
Edição de 25.11.2015 | Sociedade
Os restos mortais do herói da revolução do 25 de Abril, Salgueiro Maia, foram exumados para recolha de ADN com vista à execução de testes para se determinar se um luso-americano é filho do capitão de Abril. O aparecimento de um possível filho de Salgueiro Maia foi revelado em primeira mão, em Setembro de 2013, por O MIRANTE, quando o jovem, que reclama ser seu filho, entrou com um processo de reconhecimento de paternidade na justiça portuguesa. Os peritos chamados pelo tribunal recolheram as amostras em Castelo de Vide, onde o militar está sepultado. A recolha de ADN foi determinada pela secção de Família e Menores do Tribunal da Comarca de Santarém, para onde foi transferido o processo no ano passado, com a reforma do mapa judiciário. Antes, o processo estava num antigo juízo cível, desde 20 de Agosto de 2013. Para desvendar o caso é determinante o resultado dos testes, apesar de terem sido chamados ao processo a viúva do capitão de Abril, Natércia Maia e os dois filhos adoptivos do casal Maia. A mãe do jovem, uma açoriana, é outra das requeridas no processo e passará também por ela grande parte do desvendar deste caso até há pouco escondido.O jovem em causa, actualmente com 30 anos, vive nos Estados Unidos da América para onde a família materna emigrou e, segundo uma pessoa próxima da família, nem sequer fala português. O luso-americano, que tem parecenças físicas com o capitão de Abril, tinha o apelido de um outro homem e entretanto na América desenvolveu um processo para mudar de nome. No caso que está no tribunal português aparece já identificado com os apelidos Salgueiro Maia. A história tem como palco os Açores onde o herói da revolução, que saiu com uma coluna militar da Escola Prática de Cavalaria de Santarém para ajudar a derrubar o regime ditatorial em Lisboa, esteve colocado após o 25 de Abril. Foi no arquipélago que terá conhecido a mãe do rapaz, pertencente a uma conhecida família açoriana. Os dois terão tido contacto também em Lisboa, onde familiares da açoriana tinham residência. Até agora nunca tinha sido colocada a possibilidade de Salgueiro Maia, que saiu com uma coluna da Escola Prática de Cavalaria para derrubar o regime ditatorial, ter deixado descendência.Atendendo à idade do jovem, o seu nascimento ocorreu numa altura em que Salgueiro Maia se encontrava em funções em Santarém, depois de ter saído dos Açores em 1979. A partir desse ano exerceu funções de comandante do Presídio Militar de Santarém. Em 1989 foi-lhe diagnosticado um cancro e veio a morrer em 4 de Abril de 1992.

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