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Continua a guerra entre ex-vereador e presidente da Câmara de Azambuja

Continua a guerra entre ex-vereador e presidente da Câmara de Azambuja

Ex-autarca José Manuel Pratas foi ilibado do desaparecimento de processos de contra-ordenação da câmara, mas o caso pode não morrer aí. Tanto ele como o presidente do município, Luís de Sousa, pretendem recorrer à justiça.

Edição de 24.02.2016 | Política
José Manuel Pratas, o ex-vereador da Câmara Municipal da Azambuja que foi recentemente ilibado no caso dos processos de contra-ordenação desaparecidos da autarquia e que a filha do actual presidente, Luís de Sousa, afirmou estarem na adega de Pratas, ameaça avançar para tribunal contra o presidente e a sua filha, funcionária do município.Na última sessão da Assembleia Municipal de Azambuja, realizada a 18 de Fevereiro em Alcoentre, José Manuel Pratas leu uma declaração onde dizia: “Há falta de transparência, verdade e sentido institucional de quem preside à câmara. Mas a justiça funcionou e demonstrei em tribunal que tinha razão ao dizer que estava inocente do que me acusaram e que a queixa contra mim apresentada se baseava em depoimentos falsos e caluniosos, difamatórios e delatórios da minha pessoa”.Com Luís de Sousa presente na sala, José Manuel Pratas acrescentou que se reserva “ao direito de proceder criminalmente contra o presidente da câmara e contra quem testemunhou contra mim em tribunal”. No entanto, afirmou ainda esperar “que o presidente da câmara ganhe a tranquilidade necessária para colocar um fim a este processo”, referindo-se à intenção já divulgada por Luís de Sousa de reabrir o processo. A O MIRANTE, José Manuel Pratas afirmou que “se o presidente não avançar novamente para tribunal, como diz que vai fazer, poderei não o processar. Caso contrário, não me deixa alternativa”, confirmou.Luís de Sousa reagiu a essas ameaças na mesma assembleia municipal. “Já pedi a abertura do processo ao nosso advogado e o que garanto é que haverá ainda mais testemunhas para apresentar”, concluiu.Recorde-se que José Manuel Pratas foi acusado por Cristina Sousa, filha do presidente e funcionária da autarquia, de ter levado para sua casa, quando cessou funções na autarquia, alguns processos de contra-ordenação que estariam sob a sua alçada e que, alegadamente, os teria guardado na sua adega. O tribunal veio, entretanto, decidir arquivar o processo, não dando como provadas as acusações, tecendo ainda duras críticas ao testemunho de Cristina Sousa.José Manuel Pratas afirmou, na altura, que era um alívio, mas que estava à espera, afirmando ainda que havia sido “chantageado” para assumir actos que não tinha cometido.
Continua a guerra entre ex-vereador e presidente da Câmara de Azambuja

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