uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Nova votação para o orçamento participativo de Tomar do ano passado

Primeira votação foi anulada por terem sido detectados milhares de votos falsos
Edição de 24.02.2016 | Política
A Câmara de Tomar decidiu avançar com uma nova fase de votação do orçamento participativo de 2015, revalidando os votos presenciais uma vez que foram acompanhados pelos serviços municipais. O vice-presidente Hugo Cristóvão (PS) esclareceu o novo processo de votação tendo em conta que a anterior votação foi anulada por ter sido detectada a “introdução de milhares de dados falsos” que adulteraram o processo de votação, permitindo que a mesma pessoa votasse mais do que uma vez. Os projectos vão ser colocados novamente a votação.O novo período de votação online vai poder ser feita através de email. Ao inscrever-se no site para votar, cada pessoa receberá uma password de inscrição. Hugo Cristóvão explicou também que vai ser colocada uma urna de votação no edifício das piscinas municipais. “Optamos por este local por ser um ponto de passagem de muitas pessoas e de várias faixas etárias”, disse. O vereador João Tenreiro (PSD) criticou a decisão da maioria PS/CDU, que gere a câmara em coligação, referindo que há muitos votos considerados legais que vão ser anulados sem necessidade.Recorde-se que o Orçamento Participativo de Tomar de 2015 foi anulado no início deste ano devido a votações ilegais na Internet que adulteraram o processo de votação, permitindo que a mesma pessoa votasse mais do que uma vez. O regulamento só permite cada pessoa votar uma vez. “A verdade é que houve quem conseguisse adulterar o sistema de votação porque alguns números de telefone para onde ligámos a confirmar a sua participação disseram-nos que não sabiam o que era o orçamento participativo e outros nem sabiam onde ficava Tomar”, explicou a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, no início de Fevereiro, para justificar a decisão da maioria PS/CDU. A proposta foi aprovada por maioria com dois votos contra dos vereadores do PSD.O vereador Hugo Cristóvão referiu que dos 4402 votos registados 2600 são suspeitos. João Tenreiro (PSD) questionou como é que só detectaram as falhas este ano se no ano passado o sistema de validação de votos foi igual.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...