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Transportes Urbanos de Almeirim entregues a nova empresa

Câmara acaba com parceria de 10 anos com a Rodoviária do Tejo

Edição de 12.03.2016 | Sociedade

A Câmara de Almeirim entregou o serviço de Transportes Urbanos de Almeirim a uma empresa de Ponte de Lima, na sequência de um concurso público, acabando com uma parceria que existia desde 2005 com a Rodoviária do Tejo. O critério de escolha no concurso era unicamente o do preço mais baixo. Segundo o presidente do município, Pedro Ribeiro (PS), com este concurso a autarquia vai poupar cerca de sete mil euros anuais.
O serviço, que inclui o fornecimento de autocarro e motorista, foi adjudicado à empresa UTS - Viagens e Serviços S.A. por 40 mil euros, valor ao qual acresce o IVA. O contrato tem a duração de um ano e pode ser renovado por mais duas vezes. Pedro Ribeiro esclarece que tem vindo “paulatinamente a fazer concursos em algumas áreas em que até nem é necessário este tipo de procedimento, pelos montantes em causa, como forma de se conseguir obter prestações de serviços mais baratas e assim poupar dinheiro à câmara”.
Os Transportes Urbanos de Almeirim entraram em funcionamento em 2005, inicialmente com um autocarro e dois anos depois com dois que tinham sido adquiridos pelo município com apoios da Direcção Geral dos Transportes Terrestres. Os autocarros tiveram desde início problemas mecânicos e foram desactivados ao fim de cerca de cinco anos, passando a partir dessa altura a ser a Rodoviária do Tejo a fornecer as viaturas, além do motorista. No início do serviço a câmara assinou um protocolo com a Rodoviária do Tejo, a operadora de transportes que abrange o concelho. A receita dos bilhetes vai para a autarquia. Em 2007 os TUA transportaram 83.975 passageiros. Mas o sucesso inicial começou a desvanecer e em 2012 chegou a ser ponderado acabar com o serviço, devido aos prejuízos que vinha acumulando. O município decidiu dar um novo fôlego aos TUA, alterando os horários e aumentando os preços das viagens, para reduzir o défice e manter o que considera um apoio social à população. Na altura os transportes urbanos estavam a dar um prejuízo mensal de cerca de seis mil euros, que foi reduzido para metade.

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