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Ouriquense não sabe como pagar empréstimo antigo ao Novo Banco

Ouriquense não sabe como pagar empréstimo antigo ao Novo Banco

Clube aponta responsabilidades à Câmara do Cartaxo num processo que tem origem em 2006
Edição de 16.03.2016 | Desporto
A assembleia geral do Estrela Futebol Clube Ouriquense vai reunir no dia 16 de Março, pelas 21h00, para, entre outros pontos, debater o caso da dívida de 370 mil euros reclamada pelo Novo Banco (antigo Banco Espírito Santo), decorrente de um empréstimo contraído em 2007 para pagar dívidas ao fisco. O empréstimo foi contraído por uma direcção liderada por Carlos Albuquerque após a Câmara do Cartaxo, então presidida por Paulo Caldas, ter passado uma “carta de conforto” que o clube apresentou ao banco como uma espécie de garantia. Nesse documento, assinado por Paulo Caldas, referia-se que era propósito da autarquia continuar a protocolar anualmente com o Estrela Ouriquense a atribuição de verbas mediante o regulamento de apoio ao Desenvolvimento Desportivo do Concelho do Cartaxo. O assunto chegou a ser debatido numa sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo, em Junho de 2006, tendo o então vice-presidente da câmara, Pedro Ribeiro (actual presidente do município), referido, conforme se lê na respectiva acta, que essa declaração não tinha uma figura de fiança, ou seja, não vinculava a autarquia como fiadora ou avalista. Pelo que a Câmara do Cartaxo descarta qualquer responsabilidade no processo.A verdade é que o empréstimo de 440 mil euros foi mesmo contraído pelo clube e só foi amortizada uma pequena parte. Entretanto, a Câmara do Cartaxo entrou em derrapagem financeira e começou a falhar com os pagamentos e apoios, o que deixou muitas associações e fornecedores em maus lençóis, entre eles o clube de Vila Chã de Ourique.“Todos querem sacudir a água do capote”Em conversa com O MIRANTE, o presidente do Estrela Ouriquense, Carlos Martins, disse que era treinador do clube na altura “e ninguém no clube tinha conhecimento deste empréstimo”. O dirigente já conseguiu reunir documentação, faltando-lhe apenas a carta de compromisso de garantia que será o documento essencial que comprova o encargo da Câmara do Cartaxo em relação a esta dívida que chega aos 370 mil euros. Diz ainda que existem “e-mails comprometedores que colocam a responsabilidade na câmara perante a dívida”.“Todos querem sacudir a água do capote”, disse o presidente do Estrela, que para já não adianta possíveis medidas a tomar. “Primeiro quero falar com os sócios, que são os donos do clube”, declarou. Na assembleia geral de 16 de Março (já depois do fecho desta edição) ia ainda proceder-se à marcação de eleições para os órgãos sociais do clube.
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