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Clube Taurino Vilafranquense precisa de sangue novo e de voltar à glória do passado

Clube Taurino Vilafranquense precisa de sangue novo e de voltar à glória do passado

Fátima Nalha concorre à liderança daquela instituição, tendo como oponente o actual presidente António Amaral

Recuperar o prestígio do Clube Taurino Vilafranquense e devolver-lhe a dinâmica de outros tempos são os objectivos de Fátima Nalha. É uma mulher num mundo de homens que não tem medo de “agarrar os toiros pelos cornos”.

Edição de 16.03.2016 | Sociedade
Pela primeira vez nas últimas duas décadas haverá duas listas a concorrer à presidência do Clube Taurino Vilafranquense (CTV) e uma delas, liderada por Fátima Nalha, junta nomes grandes da tauromaquia da cidade. É uma mulher com raízes na Chamusca sem medo de agarrar os toiros pelos cornos e em liderar o clube de um mundo maioritariamente gerido por homens. As eleições estão marcadas para o dia 4 de Abril.Fátima Nalha, 47 anos, acredita poder fazer a diferença, restaurar a credibilidade e recuperar o prestígio do clube como referência nacional e internacional. Outro dos objectivos é aumentar o apoio aos jovens da Escola de Toureio José Falcão e garantir aos sócios uma activa participação no desenvolvimento da tauromaquia.“Vivo ao lado do Clube Taurino Vilafranquense e conheço bem aquela colectividade. Sei o que ela já representou a nível regional, nacional e internacional. Tem-se perdido a glória do passado. Hoje vamos às feiras de toiros e não está lá representado ninguém do clube. O CTV precisa de sangue novo, há que criar condições para trazer novas pessoas para o clube, com outro dinamismo e uma nova perspectiva da tauromaquia, para devolver ao clube o nome e prestígio que ele já teve em prol da festa brava, dos aficionados e da nossa cidade”, refere a O MIRANTE.Fátima Nalha é licenciada na área da saúde, tem um mestrado e uma ambição grande para o CTV: fazer dele uma entidade respeitada no mundo do toiro e uma voz ouvida pelos profissionais e aficionados. A sua lista integra nomes conhecidos da cultura tauromáquica da cidade, como António José Inácio (actual presidente da Escola de Toureio José Falcão), Luís Capucha, João Salvador, José Manuel Rainho, Jorge Alexandre, Miguel Falcão e Luís Feijão, para citar alguns.“Isso das mulheres ficarem em casa acontecia no século XIX. Temos de mudar mentalidades. A primeira presidente do CTV foi uma grande mulher, a Maria Adelaide. Uma mulher tem outra sensibilidade para gerir uma associação destas. Estamos nesta lista para trabalhar para o clube, para que ele volte a ser um local onde os sócios sabem que se pode voltar a falar de toiros, se pode visitar e se pode contemplar a referência que esta casa já foi. Precisamos também de chamar os jovens”, explica.Para a candidata, esta é “uma oportunidade única” para os sócios do clube inverterem o rumo e apostarem em pessoas novas com dinâmica para produzir resultados. “As direcções que vão ficando estabelecem as suas prioridades e desenvolvem actividades conforme essas prioridades. Achamos que a prioridade daquela colectividade deverá ser tornar-se numa referência no mundo da festa brava. Actualmente há muita inércia na forma como o clube se relaciona com a comunidade. Há muito a fazer para que a relação fique muito mais estreita entre a comunidade e os aficionados”, conta. Entre os objectivos está o retomar de uma “verdadeira festa campera”, a reactivação da temporada de Inverno, voltar a chamar a si a organização da Semana da Cultura Tauromáquia (actualmente a cargo do município), melhorar a participação no Colete Encarnado e na Feira de Outubro e melhorar o relacionamento da instituição com a câmara, junta, forcados da cidade, confederação de tertúlias e a associação nacional de tertúlias tauromáquicas.Actual presidente recandidata-se para “corrigir erros”António João Amaral, 55 anos, tem sido o presidente do clube no último biénio e garante a O MIRANTE que vai avançar na corrida para mais um mandato. Diz que o objectivo é dar continuidade ao trabalho que tem sido feito e não quer estabelecer comparações com a lista rival. “Acima de mim ou da Fátima Nalha está o clube. Nos tempos que correm, em que se vê outras colectividades com dificuldades em arranjar direcções, é bom ver que aqui há muita gente disponível. Quando peguei no clube há dois anos não havia ninguém que quisesse avançar”, lamenta.António Amaral diz que naquilo em que se empenha, ou faz bem ou não faz. “Estamos para servir a instituição e não para nos servirmos da instituição. Haver duas ou três listas, para mim, é óptimo”, conta. O dirigente espera continuar o trabalho feito e “rectificar e corrigir erros” que tenha cometido. “Só quem não faz é que não erra e é sempre fácil criticar”, assume. António Amaral espera que os sócios lhe dêem a chance de melhorar “algumas coisas em que conseguiria fazer melhor”. O dirigente assegura que todos os meses o clube promove um evento e destaca a Feira das Sopas, actividade que deu nova vida à cidade e ao CTV. “As eleições não devem servir para nos dividir. Temos de ter uma responsabilidade perante Vila Franca de Xira e sair da área que nos diz respeito, entrar noutro tipo de culturas e pessoas, para que elas um dia possam vir a integrar o mundo do toiro. Terá de haver sempre uma melhoria constante, em prol do bom nome de Vila Franca de Xira”, refere. O programa eleitoral da lista de António Amaral, à data de fecho desta edição, estava ainda a ser ultimado.
Clube Taurino Vilafranquense precisa de sangue novo e de voltar à glória do passado

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