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ETAR dos Carochos construída e inaugurada em terreno privado

ETAR dos Carochos construída e inaugurada em terreno privado

Proprietário não gostou de não ter sido informado da inauguração do equipamento e barrou acesso ao local

Escritura de compra e venda ainda não foi efectuada porque o destaque da parcela não foi feito a tempo e horas. Entretanto houve mudança de planos e a empresa dona da ETAR diz que a aquisição do terreno pode vir a ser feita directamente pela Câmara de Abrantes.

Edição de 16.03.2016 | Sociedade
A escritura de compra e venda do terreno onde se situa a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) dos Carochos, em Abrantes, recentemente inaugurada pelo ministro do Ambiente, ainda não foi formalizada por não ter sido obtida, até à data, autorização para o destaque da parcela utilizada para instalação do equipamento. Nem têm sido feitas, ultimamente, diligências nesse sentido. O que significa que a ETAR da empresa Abrantaqua está instalada em terreno privado, propriedade do empresário Jorge Dias, que não gostou de não ter sido avisado da inauguração e barrou o acesso ao local nesse dia (2 de Março). Situação que O MIRANTEnoticiou na anterior edição.A Abrantaqua (empresa responsável pela gestão do sistema de saneamento básico no concelho de Abrantes), pela voz do seu administrador Júlio Bento, explicou a O MIRANTE que “a escritura em apreço será formalizada logo que seja obtida autorização para o destaque da parcela de terreno em que se situa a ETAR”. Autorização que, esclarece o mesmo responsável, “depende de parecer da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro”.“No entanto”, continua Júlio Bento, “não têm sido feitas, recentemente, diligências no sentido de obter o referido parecer uma vez que tem vindo a ser equacionada a aquisição da parcela directamente pelo Município de Abrantes, para ulterior integração na concessão, conforme ficou desde logo previsto no contrato de promessa celebrado”.O administrador da Abrantaqua sublinha que apesar de ainda não estar resolvida a transferência da titularidade do terreno “não decorre qualquer prejuízo para o sr. Jorge Dias e esposa, em face das condições de pagamento ajustadas no contrato-promessa de compra e venda celebrado entre aqueles e a Abrantaqua em meados de 2013”. Situação que foi confirmada ao nosso jornal por Jorge Dias.Quanto à altercação verificada antes da inauguração da ETAR, e que motivou inclusivamente a deslocação da polícia ao local, Júlio Bento refere que “deve existir algum mal-entendido quanto aos motivos da ocorrência protagonizada pelo sr. Jorge Dias (...), uma vez que este, nessa mesma data, declarou expressamente ao subscritor, na sua qualidade de administrador da Abrantaqua, não ter qualquer problema ou reclamação relativamente à conduta desta empresa”.A O MIRANTE, o proprietário do terreno explicou a sua atitude, em declarações já publicadas na anterior edição. “Só autorizei a desmatação e o levantamento topográfico para prepararem o terreno para a construção”, assegurou Jorge Dias, acrescentando que acabou por não perturbar a construção da ETAR porque não gostava de ver os esgotos da cidade a correrem para o Tejo. “Deixei fazer tudo, não deixei foi inaugurar”, afirmou ao nosso jornal.
ETAR dos Carochos construída e inaugurada em terreno privado

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