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Jogador do Barrosense que agrediu árbitro arrisca suspensão que pode chegar a quatro anos

Clube também está a ser alvo de processo disciplinar e incorre numa multa mínima de 500 euros
Edição de 23.03.2016 | Desporto
O Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém (AFS) decidiu instaurar um processo disciplinar ao jogador de futebol do Barrosense (Benavente) que agrediu o árbitro a murro, devido à gravidade da situação. O clube também vai ser alvo de um processo. Para já, enquanto decorre o inquérito, o jogador Luís Pedro Baptista foi suspenso preventivamente da actividade. Segundo o regulamento da AFS, Luís Pedro Baptista arrisca uma pena de suspensão entre os seis meses e os quatro anos. Refere o regulamento que se o futebolista for profissional é punido ainda com multa de 100 a 200 euros. O clube, por ser reincidente neste tipo de situações, incorre numa multa mínima de 500 euros e ainda na interdição do campo de jogos por um jogo ou realização de um jogo à porta fechada.Recorde-se que três dias antes da agressão ao jovem árbitro de 20 anos, Diogo Silva Martinho, de Torres Novas, que ocorreu no jogo de 13 de Março, o Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém já tinha castigado, com um ano de suspensão, um outro jogador do mesmo clube que também agrediu um árbitro. A pena aplicada a Francisco Ferreira Ribeiro foi proferida no dia 10 de Março e refere-se ao jogo realizado em 14 de Fevereiro, a contar para o distrital da segunda divisão, entre o Forense e o Barrosense.Além da pena desportiva o jogador do Barrosense vai estar a contas com o tribunal, já que Diogo Silva Martinho apresentou queixa-crime por ofensas à integridade física. A agressão aconteceu quando Diogo Silva Martinho apitou para o intervalo. O jogador do Barrosense, Luís Pedro Baptista, tinha minutos antes reclamado junto do árbitro para este assinalar uma falta a favor da sua equipa, situação que não foi atendida por Diogo que não marcou a falta. O jogador começou a protestar de forma veemente e viu o cartão amarelo. Ao soar o apito para o fim da primeira parte do jogo da segunda divisão distrital, o jogador dirigiu-se ao árbitro e continuou os protestos. Ainda em campo o futebolista desferiu um murro na cara do árbitro.Diogo Silva Martinho foi assistido no campo pelo massagista da equipa do Grupo Desportivo de Marinhais e o jogo foi dado por terminado, já que o árbitro recusou realizar a segunda parte por razões de segurança. A situação provocou a reacção das estruturas da arbitragem. O Núcleo de Árbitros de Futebol do Ribatejo Norte, ao qual o árbitro está associado, refere que o jogador “actuou de forma cobarde” e que estas acções “denigrem e sujam a modalidade”. O Núcleo de Árbitros da Lezíria do Tejo salienta que “a violência nos recintos desportivos deve ser irradiada e os prevaricadores punidos severamente”.O presidente da Associação da Associação de Futebol de Santarém (AFS), Francisco Jerónimo também repudia a atitude do jogador, considerando que se tratou de uma “bárbara agressão” e que perante a gravidade do caso “não pode haver contemplações”. O dirigente sublinha ainda que “agentes desportivos destes que não fazem falta ao futebol e ao desporto em geral”.

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