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ETAR dos Carochos em Abrantes construída em terreno privado

Edição de 23.03.2016 | O Mirante dos Leitores
Vamos lá sacudir a poeira que envolve a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) dos Carochos em Abrantes. A justificação municipal para a assinatura do contrato de concessão das águas residuais do concelho de Abrantes, em 2007, foi a “necessidade de assegurar elevados padrões na qualidade dos serviços, com a realização de avultado plano de obras e com um nível de empresarialização e eficiência, incomportáveis para o município...”No concurso internacional previa-se servir 90% da população do concelho, com rede de saneamento, até 1 de Janeiro de 2010. A Etar dos Carochos, que estava incluída no anexo II, como obra de carácter obrigatório, foi inaugurada em Março de 2016, com honras de ministro e sub-secretário e oportunidade para a presidente da Câmara de Abrantes baralhar e voltar a dar. Desta vez não disse que tinham saído 9 milhões dos cofre da câmara para despoluir o Tejo mas realçou o facto de não ter havido apoio comunitário. Era só o que faltava!Nos primeiros cinco anos do contrato (2008/2013), a concessionária arrecadou 10.000.772,31 euros - verbas consignadas através dos recibos da água – e, no mesmo período gastou apenas, 9 851 014,64 euros no plano previsto no contrato. Com o plano integralmente cumprido e um investimento de cerca de 10 milhões de euros, como afirma a autarca, não se compreende que tenha sublinhado não ter havido recurso a fundos comunitários. A senhora deve andar obcecada com os fundos comunitários, uma vez  que, o que era incomportável para o município, foi fácil de gerir para a concessionária que conseguiu executar todo o plano de obras sem recurso a capital próprio. As verbas que arrecadou, só nos primeiros cinco anos, foram sempre superiores ao valor dos investimentos realizados. Em 2014 e 2015 a Abrantáqua deve ter arrecadado mais cerca de 3 milhões  de euros que, esperamos, possam servir de pretexto para uma nova renegociação do contrato, no sentido de aliviar os encargos dos munícipes. Com a conclusão de todas as obras novas e uma receita média anual calculada por defeito, em 1,5 milhões de euros, até 2043, a concessionária vai encher os cofres e para os munícipes sobra manter os encargos da refeição que lhes foi servida pelos cérebros privilegiados da cambada que nos desgoverna.O ainda dono do terreno onde foi implantada a nova ETAR dos Carochos voltou a ser “fintado” pela esperteza saloia da edilidade. Por contrato, compete à câmara disponibilizar os terrenos para construção das ETAR mas, neste caso, a Abrantáqua negociou o terreno com Jorge Dias, admitindo que a câmara poderia assumir o lugar de compradora. Como se compreende, a concessionária pagou o terreno, sabendo de antemão que a conta seria apresentada à câmara. Veremos se houve pagamento de luvas ao intermediário.Artur Lalanda

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