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Modelo da Águas do Ribatejo replicado em oito novos sistemas do país

Modelo da Águas do Ribatejo replicado em oito novos sistemas do país

Anúncio feito pelo ministro do Ambiente numa cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Água

O modelo de gestão da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo vai ser replicado em várias regiões do país. O anúncio foi feito no Dia Mundial da Água pelo ministro do Ambiente, numa iniciativa que contou com a presença do presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal Francisco Oliveira.

Edição de 30.03.2016 | Sociedade
O modelo de gestão da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) foi um dos exemplos seguidos na elaboração do estudo para a reformulação do sector da água em Portugal. O documento foi apresentado pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, no fórum que assinalou o Dia Mundial da Água, que decorreu no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Carlos Martins sublinhou por diversas vezes o mérito da gestão da empresa de capitais unicamente públicos.“Foram inúmeros os autarcas que aceitaram o nosso repto, desde o Alto Minho ao Alentejo. É através deste modelo de gestão que tudo mudará. Podem ser sistemas intermunicipais desde que agreguem pelo menos um concelho”, afirmou o ministro na cerimónia. O presidente da Águas do Ribatejo e da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, mostrou-se satisfeito com os elogios ao modelo de gestão da empresa. “É um orgulho ver que a nossa experiência-piloto está a ser replicada em vários pontos do país pelo mérito que teve de ser um projecto empresarial com acentuadas preocupações sociais”, referiu.O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, diz que está garantido o compromisso de 40 municípios para a constituição de oito sistemas intermunicipais ou parcerias para a gestão da água na baixa. João Pedro Fernandes defende que há que equacionar os sistemas completos de alta e baixa, avançando com soluções mais inteligentes e completas como a que está em curso na Águas do Ribatejo.O ministro realçou a importância da proximidade entre as entidades gestoras e os clientes e utilizadores. João Pedro Fernandes frisou a necessidade de aplicação de tarifários “socialmente justos e rigorosos” e a preocupação que deve existir “por um serviço de qualidade que reduza as perdas de água e aumente a eficiência e rapidez na resolução de problemas que suspendam o abastecimento”.A proposta do governo defende que os novos sistemas intermunicipais deverão ter no mínimo 80 mil consumidores e continuidade geográfica para ganharem escala e minimizar os custos para o cliente. A Águas do Ribatejo tem cerca de 150 mil consumidores distribuídos pelos sete concelhos e numa área territorial de 3240 quilómetros quadrados. João Pedro Fernandes defende a solidariedade nacional “para que todos os consumidores possam ter na torneira de cada casa um bem de excelente qualidade a preço justo” e desafia as autarquias a criarem sistemas em parceria com o Estado. O presidente da empresa reafirmou a abertura da empresa para acolher mais municípios e alargar a sua área de intervenção. Francisco Oliveira confirma a existência de conversas com várias autarquias e garante que a integração desses municípios será feita se for a melhor solução para ambas as partes, realçando que “o crescimento da Águas do Ribatejo irá acontecer de uma forma natural”.
Modelo da Águas do Ribatejo replicado em oito novos sistemas do país

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