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Nos tempos que correm quem não comunica não existe

Nos tempos que correm quem não comunica não existe

Nuno Miguel Lopes é responsável do gabinete de comunicação da Fundação CEBI

Muitas empresas ainda acreditam que não devem investir em comunicação quando têm pouco dinheiro. Mas é precisamente o contrário, defende Nuno Miguel Lopes, que diz que mais tarde ou mais cedo o paradigma vai mudar.

Edição de 06.04.2016 | Identidade Profissional
Hoje em dia saber comunicar bem é a chave para o sucesso, seja no crescimento dos negócios ou na gestão de carreira. A ideia é defendida por Nuno Miguel Lopes, 38 anos, responsável pelo gabinete de comunicação da Fundação CEBI de Alverca.“Não existimos sem comunicar, apesar da comunicação ainda não ser uma prioridade para empresas e organizações do terceiro sector. Há gente que olha para a comunicação como um custo e não um investimento que deve estar ao serviço dos objectivos macro da organização. Esse paradigma tem de mudar. Quem não comunica não existe. Os profissionais de comunicação vão trabalhar precisamente no sentido de dar a conhecer as actividades da organização de forma correcta e fazer ver que vale a pena investir nesse negócio. Fazer a diferença com uma imagem institucional, cuidada e preparada”, refere.Nuno Lopes é natural de Lisboa, trabalha em Alverca mas vive em Arruda dos Vinhos. Ainda viveu em Alverca e Póvoa de Santa Iria. Desde pequeno que sentia um fascínio pelos apresentadores dos telejornais e sonhava ter uma profissão ligada a essa área. O seu primeiro emprego arranjou-o quando ainda andava na escola, durante o Verão, trabalhando num armazém de uma empresa que distribuía gelados. Quando terminou o 12º ano ficou de fora da faculdade por apenas três décimas. “É uma coisa que nunca mais vou esquecer na vida. Concorri à Universidade Nova de Lisboa a um curso de comunicação organizacional e não entrei. Fiquei com uma grande frustração e quis logo ir trabalhar”, recorda.Nuno começou depois a trabalhar numa empresa que produzia os contadores de água e luz das habitações. Ao lado dessa empresa funcionava a JC Decaux, negócio ligado à publicidade e marketing. Nuno apresentou uma candidatura espontânea e foi aceite. “Fui integrado numa equipa que tinha como missão organizar as redes publicitárias que saíam para o mercado. Isso permitiu-me ter contacto com muitas campanhas de comunicação, que era uma área da qual eu já gostava. Mas continuava a querer mais, eu olhava e queria estar do lado de quem organizava e produzia os conteúdos, queria estar do lado criativo”, recorda. Para o fazer precisou da licenciatura, que tirou anos mais tarde. Deixou de trabalhar enquanto estudava, fez algumas formações no CENJOR - Centro protocolar de formação profissional para jornalistas e quando se inscreveu no centro de emprego de Vila Franca de Xira chamaram-no para uma vaga na Fundação CEBI. Está na fundação desde 2002. Nuno faz toda a coordenação do gabinete de comunicação da fundação, quer interna quer externa. “Gerimos todos os nossos canais de comunicação, definimos o nosso posicionamento de comunicação e tudo o que fazemos diariamente está debaixo desse posicionamento. Temos canais para serem alimentados regularmente, como as redes sociais e estamos com um canal no Youtube. Temos uma newsletter electrónica que sai regularmente e uma outra impressa. Temos um trabalho multicanal que nos consome todo o nosso tempo. Trabalho não falta e uma das apostas futuras deste gabinete será na multimédia”, conta.Nuno ainda passou pelo jornalismo, estando ligado ao antigo Notícias de Alverca, mas confessa que o jornalismo nunca o cativou tanto como a comunicação institucional. “Respeito imenso a profissão de jornalista, é muito exigente quando se faz de forma séria, dando lugar ao contraditório”, refere. Nuno é um homem que diz ter a felicidade de fazer o que gosta. “É bom trabalhar numa casa que nos dá margem de manobra e independência no nosso trabalho”, refere. Quando era criança sonhava ser piloto de aviões comerciais.
Nos tempos que correm quem não comunica não existe

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