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Câmara do Cartaxo retira equipamentos do skate parque após condenação

Degradação era visível e a intenção é evitar acidentes como o que aconteceu há uns anos e vitimou um munícipe. Na sequência dessa morte, a autarquia foi condenada a pagar uma indemnização de cerca de 226 mil euros à família da vítima.

Edição de 06.04.2016 | Sociedade
A Câmara do Cartaxo decidiu retirar na semana passada os equipamentos do skate parque da cidade para se proceder à sua manutenção. O presidente do município, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), explicou a O MIRANTE que a retirada do equipamento se deveu a razões de segurança. “A olho nu já era visível a sua degradação e por isso achamos prudente retirá-los. Poderia haver uma situação de risco e não quisemos que acontecesse algum acidente”, disse. Os materiais vão para manutenção e depois serão recolocados no mesmo local ou noutro que possa parecer mais adequado.A retirada dos equipamentos surge depois do município ter sido condenado a pagar uma indemnização de cerca de 226 mil euros à família de José Figueira Ascensão que, em 2007, sofreu um grave acidente no skate parque da cidade. A vítima ficou com uma elevada incapacidade física e acabou por morrer ao fim de três anos de sofrimento. A família de José Figueira Ascensão, na altura com 33 anos, pedia inicialmente 1,5 milhões de euros de indemnização pela elevada incapacidade com que a vítima tinha ficado na sequência do acidente. Entretanto, José morreu em 9 de Março de 2010, tendo os valores em causa sido reformulados. José Figueira Ascensão costumava utilizar o espaço e no dia 15 de Julho de 2007 circulava de bicicleta num dos equipamentos quando foi surpreendido pela ausência de uma rampa de saída, tendo caído e sofrido vários traumatismos graves. Nunca se percebeu por que é que o equipamento elevado não tinha rampa. Na altura, José estava no parque com o enteado de oito anos que assistiu ao acidente. Devido à gravidade dos ferimentos, um traumatismo craniano e fracturas múltiplas, foi directamente para o Hospital de S. José em Lisboa, onde foi submetido a várias cirurgias. A autarquia não assumiu a responsabilidade do acidente na altura e a família de José interpôs uma providência cautelar no tribunal administrativo, pedindo a fixação de uma quantia mensal para compensar a perda de rendimentos e evitar uma situação de carência da família. Antes tinha havido uma tentativa de entendimento com a câmara que saiu gorada.O tribunal fixou à câmara o pagamento de uma prestação mensal de 1750 euros até sentença do caso. O valor começou a ser pago em Novembro de 2009 e deixou de ser transferido em Março de 2010 quando o acidentado faleceu na sequência do agravamento do estado de saúde.

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