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Adiado julgamento do caso de roubo de metais que envolve guardas de Samora

Situação deve-se a atraso na notificação de um dos 24 arguidos no processo
Edição de 13.04.2016 | Sociedade
O julgamento da rede de roubo e venda a sucatas de metais não preciosos, que envolve 24 arguidos, dos quais quatro militares do posto da GNR de Samora Correia, foi adiado por causa de uma notificação que não foi entregue a tempo. O julgamento estava para começar na quinta-feira, 7 de Abril, na Instância Central Criminal de Santarém e foi adiado para dia 19 deste mês. Em causa está o facto de uma arguida no processo não ter sido notificada da acusação no prazo de 30 dias antes do início do julgamento, uma vez que a arguida tem um prazo de 20 dias para apresentar contestação. Segundo o despacho da juíza presidente do colectivo que vai julgar o caso, a arguida invocou que foi notificada apenas a 29 de Março. Uma situação que a juíza Helena Nogueira justifica com “vicissitudes alheias ao tribunal”. A GNR, a quem foi solicitada a notificação dos arguidos, atendendo ao facto de o envelope com a acusação não caber nas caixas do correio, devido ao elevado número de folhas, só conseguiu notificar a arguida no dia 29 de Março, por razões que não foram ainda esclarecidas. “Não obstante o expediente para notificação ter sido remetido a 5 de Fevereiro, do mesmo constando que devia ter sido cumprido 30 dias antes do início do julgamento”, refere o despacho de adiamento. Ao todo, 24 arguidos estão acusados de dezenas de crimes, sendo que o principal é um guarda de 49 anos que também trabalhava nas horas vagas como segurança na empresa de componentes para automóveis Incompol, no Porto Alto. Esse militar facilitaria o roubo de metais da fábrica, permitindo a entrada de conhecidos que faziam a recolha dos materiais, que depois eram vendidos a sucateiros.O guarda que é o principal arguido responde por 45 crimes, dos quais 20 por furto qualificado. Entre os crimes de que está acusado, conta-se peculato de uso, falsificação, abuso de poder, corrupção passiva, burla e violação do dever de sigilo.

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