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Problemas do velho cemitério de Alverca sem solução à vista

Município admitiu ter “muita dificuldade” para remover jazigos ali existentes

Cemitério está a ocupar área de terreno no centro da cidade necessária para os bombeiros de Alverca expandirem as suas instalações.

Edição de 20.04.2016 | Cultura e Lazer
O problema do velho, degradado e vandalizado cemitério de São Sebastião, em Alverca, desactivado há 30 anos, arrasta-se no tempo e é de difícil resolução, agora também por culpa dos jazigos. O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), admitiu na última semana que a remoção dos jazigos daquele cemitério, situado no centro da cidade, à beira da Estrada Nacional 10, será “muito difícil” e sem esse obstáculo superado qualquer hipótese de ampliação das instalações do quartel dos bombeiros está posta de parte. Pelo menos por enquanto. O autarca respondia aos vereadores da oposição durante uma reunião de câmara em que foi solicitado um ponto de situação do problema que tarda em ter solução. Mesquita disse ser possível “desactivar uma parte” do cemitério mas não se sabe ainda qual nem tão pouco se terá a área necessária à prometida ampliação do quartel dos bombeiros, a qual se aguarda há mais de uma década. Desconhece-se ainda quando essa desactivação terá lugar. “Os serviços já acabaram de fazer uma avaliação patrimonial no cemitério, tudo o que lá existe foi catalogado para salvaguarda futura e portanto agora poderemos começar a tentar desactivar uma parte dele. Mas os jazigos constituem um problema muito mais difícil de resolver”, frisou o autarca. Na base do problema está o facto dos jazigos ali existentes terem sido comprados ao município há décadas e por isso não poderem ser removidos sem autorização dos proprietários. “Temos problemas sérios com os jazigos. Retirá-los dali, mesmo com a concordância dos donos, vai custar uma fortuna”, lamentou o autarca há cerca de um ano, quando o assunto foi falado também numa assembleia municipal. O velho cemitério de Alverca, recorde-se, é um espaço bastante degradado e ao abandono. Há campas levantadas, covas por tapar e ossários vandalizados. A primeira ordem para construir o cemitério da cidade surgiu em 1835. As campas mais antigas situadas naquele local são datadas do século XIX.

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