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A empresária da construção civil que seguiu o caminho do pai e do avô

A empresária da construção civil que seguiu o caminho do pai e do avô

Ana Carla Lopes é sócia gerente da empresa HACL que fundou há 13 anos

Em 2003 criou a HACL juntamente com o seu pai. A empresa deu os primeiros passos na Parreira, onde ainda mantém um estaleiro mas o escritório passou a ser em Santarém

Edição de 20.04.2016 | Identidade Profissional
Ana Carla Lopes ainda estudou na área de contabilidade e gestão mas depois optou por seguir os passos do seu pai e do seu avô que sempre trabalharam na área da construção civil. Nas férias escolares ajudava o pai na empresa e acompanhava-o nas obras. Por isso foi com naturalidade que se licenciou em engenharia civil, estagiou numa empresa de construção em Lisboa, onde ficou cerca de três anos, e depois regressou à sua aldeia natal, Parreira, concelho da Chamusca.Em 2003 criou a HACL juntamente com o seu pai, Henrique Lopes. A empresa deu os primeiros passos na Parreira, onde ainda mantém um estaleiro mas o escritório passou a ser em Santarém. “Estamos numa zona mais central e mais perto da grande maioria dos clientes. Temos a auto-estrada mesmo ao lado o que facilita muito as coisas”, explica a sócia gerente da HACL. Apesar das dificuldades dos últimos anos, Ana Carla Lopes faz um balanço positivo da actividade da empresa. “De 2008 para cá o mercado tem estado caótico. Temos conseguido sobreviver à custa de muito trabalho e empenho. Nos últimos tempos os negócios parecem estar a melhorar mas é uma coisa muito ligeira. Ainda não sabemos como é que o mercado vai reagir daqui para a frente”, refere a O MIRANTE.Em tempos de crise a aposta da HACL tem sido na reabilitação de casas antigas e degradadas. A empresária considera que este é o futuro do negócio da construção civil em Portugal. “As pessoas são proprietárias dos imóveis, pagam impostos por eles, por isso têm que os recuperar. É a melhor solução. Existem muitas casas degradadas em Portugal que têm que ser reabilitadas. Se não há dinheiro para construção nova tem que se recuperar o edificado antigo”, explicou, acrescentando que apesar desta aposta forte trabalham em todo o mercado da construção civil. Os dias de Ana Carla Lopes nunca são iguais e se há coisa de que não se queixa é de ter rotina semelhante todos os dias ou do tempo demorar a passar. Há dias em que anda no terreno a acompanhar obras, reuniões de obras e fiscalizações. Outros dias são passados no escritório a fazer a gestão da empresa e tratar de burocracias. A empresária admite preferir os dias que anda a acompanhar obras e ver o seu evoluir, algo que lhe dá prazer fazer.Trabalha, em média, dez horas por dia. Já passou muitas noites a trabalhar e também aos fins-de-semana. Agora tenta desligar mais do trabalho. A razão dessa mudança de hábitos são as duas filhas, de oito e três anos de idade. “Faço por estar aos fins-de-semana com elas e também ao final do dia. Elas exigem a minha presença e faço questão de ser uma mãe presente por isso quando estou com elas desligo de tudo só para lhes dar atenção. Já trabalhei muito ao fim-de-semana e até madrugadas mas tudo tem o seu tempo e não posso viver só para o trabalho. A família tem que estar em primeiro lugar”, afirma. Apesar de tudo opta por não desligar o telefone ao fim-de-semana, estando sempre contactável.No final de um dia de trabalho gosta de descarregar energias no ginásio onde também faz aulas de zumba. Reconhece que a actividade física é o ideal para descomprimir de um dia de trabalho e para esquecer os problemas. Adora viajar e sempre que pode faz as malas e parte à descoberta. Tailândia, México, República Dominicana, Egipto, Cabo Verde e Tunísia são alguns dos países que já conheceu e que adorou. Diz serem locais perfeitos para descansar. “Adoro conhecer culturas muito diferentes da nossa”, realça. Gostava que uma das próximas viagens fosse a Nova Iorque ou num cruzeiro.
A empresária da construção civil que seguiu o caminho do pai e do avô

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