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Vereador critica Câmara de Tomar por não perdoar dívida de água a família carenciada

Vereador critica Câmara de Tomar por não perdoar dívida de água a família carenciada

Pedro Marques recorda que foram perdoadas dívidas a famílias sem dificuldades económicas

Edição de 27.04.2016 | Sociedade

O vereador do movimento Independentes por Tomar (IpT), Pedro Marques, chamou a atenção da maioria socialista que gere a Câmara de Tomar (em coligação com a CDU) para o caso de uma família do concelho, com poucos recursos financeiros, que está “obrigada” a saldar uma dívida de água, já com alguns anos, aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de mais de três mil euros.
“O problema é que existiam, no passado, dois pesos e duas medidas. Existem outros exemplos deste género que envolviam famílias com capacidade financeira, tendo havido registo de que a dívida foi perdoada. Pensei que o caso desta família tivesse ficado resolvido, no entanto, eles estão a pagar 25 euros todos os meses. Não seria grave, se esta família tivesse dinheiro e se não houvesse casos em que houve perdões da dívida, de cerca de 50 por cento, a pessoas que não têm falta de dinheiro”, criticou.
Pedro Marques informou que se o caso não for resolvido apresentará um requerimento para que sejam “elencadas” todas situações que, na mesma altura deste processo, os SMAS analisaram. “Em muitos casos era perdoada a dívida, ou parte dela, e as famílias que beneficiaram desse perdão nem tinham carência económica. Esta família que estou a falar passa muitas dificuldades financeiras e é obrigada a pagar 25 euros todos os meses, não tendo condições para continuar a pagar. Nunca pensei que a insensibilidade do executivo que tomou posse em 2009 (após as eleições PSD e PS coligaram-se para formarem maioria) chegasse a este ponto. Este é um caso dramático”, lamentou.
O vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), admitiu que quando o actual executivo tomou posse, em Outubro de 2013, foram detectadas várias situações de isenções e perdões de dívida, sem critério e muito generalizadas. “Algumas famílias alegavam ter rupturas nos meses de Verão e todos os anos era a mesma situação. Eram pessoas que moravam em vivendas… Em Janeiro de 2015 introduzimos a regra de entrega do comprovativo do IRS. Com esta medida muita gente terá ganho vergonha e a verdade é que reduziu bastante os pedidos de isenção, perdão de dívida ou pagamento pelo escalão mais baixo”, afirmou.
Cristóvão disse ainda que em relação aos casos sociais existem dezenas de planos de pagamento em curso. “São imensos os pedidos para adiar o pagamento e temos sido sensíveis, não deixando de introduzir algum rigor. Temos que saber distinguir o trigo do joio nestes casos”, sublinhou.

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