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Benavente define horizontes para futura valorização turística

Benavente define horizontes para futura valorização turística

Plano estratégico de valorização e comunicação turística do concelho vai começar a ser desenhado. Presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho, lamentou que a região, no passado, tenha sido “muito mal tratada” pelas entidades regionais de turismo e elogiou a gestão de Ceia da Silva, que fez “mais em dois anos” que todos os antecessores na última década.

Edição de 05.05.2016 | Economia

Proximidade e centralidade, tradição e inovação, paisagem e história, tempo e qualidade de vida. Estes são alguns dos factores competitivos encontrados no concelho de Benavente que são o ponto de partida para a produção de um Plano Estratégico de Valorização e Comunicação Turística para aquele município, feito em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
Apresentado na tarde de segunda-feira, 2 de Maio, o documento pretende ser uma peça essencial para definir uma estratégia turística para aquele território, servindo de matriz de apoio à decisão política, à iniciativa empresarial e ao processo de desenvolvimento turístico-territorial do concelho. Vai ser uma ferramenta de planeamento e acção que pretende conceber e estruturar um produto turístico, por via da valorização das potencialidades e dos recursos etnográficos, culturais e naturais, desenvolvendo uma estratégia de comunicação promotora de visibilidade externa dos valores existentes naquele território.
Nos próximos 12 meses a equipa chefiada pelo professor universitário Fernando Completo vai estar em Benavente a analisar o território e a concertar ideias com os agentes locais, para depois produzir um relatório final que vai ser alvo de uma discussão pública. O Tejo, o turismo equestre, a cultura campina, o arroz, a Lezíria e o montado são peças chave na elaboração do plano.
“Para nos desenvolvermos temos de encontrar uma identidade própria, a diferenciação é fundamental. Somos o segundo município do país que mais produz arroz, essa terá de ser uma referência, sem esquecer a cortiça, o montado e a nossa grande mancha florestal. Não faz sentido falar de turismo sem estruturar produtos”, frisou Carlos Coutinho (CDU), presidente do município.
O autarca garantiu que a ideia “não é produzir um documento bonito que depois fique na gaveta” mas antes algo prático que indique caminhos de desenvolvimento. “A nossa região foi muito mal tratada pelas entidades de turismo ao longo dos anos, estivemos em três entidades de turismo diferentes. Há que elogiar a gestão da actual entidade, fizemos mais nestes dois anos do que aquilo que se fez em décadas”, frisou.
António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, concordou que o turismo andou adormecido no Ribatejo. “O que esta região tinha resumia-se ao festival de gastronomia de Santarém”, criticou, voltando a apelar ao Governo que não volte a mexer nos territórios das entidades de turismo para que haja estabilidade. “Temos de dar tempo ao tempo e permitir estabilidade para que os projectos que são lançados possam vir a colher frutos”, notou.
O responsável voltou a defender que cabe aos ribatejanos ter “orgulho” no seu território e que é preciso “provar que há aqui matéria prima de qualidade” para permitir o investimento privado.
Na sessão de apresentação participaram várias dezenas de pessoas, entre autarcas e empresários do concelho. No final alguns empresários elogiaram a iniciativa promovida pela Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo e a importância que esta tem para o território. Manuel Leal da Costa, da Portucale, elogiou a “pertinência” da iniciativa e a importância que terá para os operadores turísticos do concelho. Maurício Ribeiro, outro empresário, deu os parabéns pelo lançamento do documento que considerou “extremamente importante”, já que pode indicar caminhos a quem, como ele, se prepara para investir numa unidade hoteleira cujo custo rondará os cem milhões de euros.

Vem aí o festival do arroz carolino
Realizar um grande festival do arroz carolino em Benavente é uma ambição do município, que se mostrou disponível para avançar com o projecto “ainda este ano ou no próximo”, segundo Carlos Coutinho. É uma forma de mostrar ligação a um produto muito importante no concelho. “Benavente tem tido um crescimento demográfico acima dos 25 por cento e um desempenho empresarial muito significativo com um volume de negócios a crescer cerca de 20 por cento”, frisou o autarca.

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