uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Fecho de escolas divide parceiros de coligação na Câmara de Tomar

Fecho de escolas divide parceiros de coligação na Câmara de Tomar

CDU critica PS por defender encerramento de três estabelecimentos de ensino no concelho. Socialistas e comunistas gerem a Câmara de Tomar desde Outubro de 2013 e vereador da CDU diz que divergência não coloca em causa a aliança entre as duas forças políticas.

Edição de 05.05.2016 | Sociedade

A CDU de Tomar acusa o PS, com quem gere a câmara municipal em coligação desde Outubro de 2013, de ser o responsável pelo encerramento das três escolas básicas das localidades de Cabeças, Paialvo e Santa Cita e também do jardim-de-infância de Fetal de Cima, a partir do próximo ano lectivo.
“A CDU de Tomar tudo fará para contrariar esta decisão unilateral e sem fundamento da vereação da Câmara Municipal de Tomar e continuará a recorrer ao apoio das populações das freguesias e responsabilizará no futuro por esta decisão que é contra o desenvolvimento das freguesias e do concelho”, pode ler-se no comunicado da CDU a que
O MIRANTE teve acesso.
A concelhia da CDU (coligação liderada pelo PCP) considera que as escolas das freguesias são parte activa da comunidade onde estão inseridas, são um marco cultural e um elemento de identidade das localidades ao longo de gerações, que será irremediavelmente perdido. “Esta decisão da Câmara de Tomar aprofunda e acelera o despovoamento das pequenas localidades e do interior do concelho e agrava desequilíbrios territoriais e sociais”, referem.
A CDU critica ainda a resolução do Conselho de Ministros que define o limite de 21 alunos para manter escolas a funcionar e termina manifestando solidariedade para com os alunos, os pais e toda a população das freguesias afectadas “perante tão nefasta decisão”.
Recorde-se que na reunião de câmara em que o assunto foi abordado, há cerca de duas semanas, o vereador da Educação, Hugo Cristóvão (PS), explicou que no caso de Paialvo e Santa Cita as escolas mantiveram-se abertas porque não existiam estabelecimentos alternativos para os alunos. “Neste momento, já existe uma alternativa. Houve algum descontentamento por parte de alguns pais e encarregados de educação de Paialvo, e percebo, mas estamos aqui para tomar decisões e definir o que é melhor para as crianças e para o seu ensino”, referiu. Em relação à EB1 de Cabeças, tem 18 alunos e como existem outros estabelecimentos a funcionar “relativamente” perto dessa localidade houve a opção de encerrar essa escola.
Coligação é para levar até ao fim
Nessa reunião de câmara, o vereador da CDU não se pronunciou sobre o assunto. Agora, questionado por O MIRANTE, Bruno Graça garante que divergências não colocam em causa coligação, embora seja claro que está contra a posição do PS. “É uma decisão do vereador que detém o pelouro da Educação, e não houve qualquer proposta levada a reunião de câmara, nem tem que haver. Ele e a senhora presidente tomaram essa decisão e eu concordo com a tomada de posição da CDU de Tomar que se manifestou contra estes encerramentos”, justifica, acrescentando que já deu a sua opinião à presidente Anabela Freitas e ao vereador Hugo Cristóvão.
Bruno Graça recordou que no executivo da Junta de Freguesia de Paialvo, liderado pela CDU, foi apresentada e votada uma moção contra o fecho da escola da freguesia. Também os eleitos comunistas em Pederneira e Além da Ribeira apresentaram uma moção contra o encerramento das escolas. O vereador garante que este assunto não provocou qualquer rotura com o PS. “A CDU aceitou este desafio de estar coligado com o PS na Câmara de Tomar e é para levar até ao fim. Como achamos que conseguimos dialogar, apresentar propostas e enquanto considerarmos que é mais útil para a população estar neste executivo vamos continuar. Podemos ter divergências de opinião”, concluiu.

Fecho de escolas divide parceiros de coligação na Câmara de Tomar

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...