uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
“Eu efémero”. A arte de João Maria Ferreira em Santarém

“Eu efémero”. A arte de João Maria Ferreira em Santarém

O Fórum Mário Viegas e o Palácio do Landal, em Santarém, separados por apenas alguns metros, vão acolher uma exposição de obras de arte de João Maria Ferreira, um jovem artista natural e residente em Santarém. A exposição inaugura a 28 de Maio e vai até 18 de Junho.

Edição de 12.05.2016 | Cultura e Lazer

Aproveitando a oportunidade de expor em dois espaços emblemáticos da cidade, João Maria Ferreira organizou a sua exposição de forma a dar a conhecer como foi o seu percurso artístico até aos dias de hoje.
João Maria Ferreira tem 24 anos mas pelo que se conhece da sua vasta produção artística parece que tem muitos mais anos de vida. O jovem está a fazer um mestrado e já vai na segunda licenciatura embora admita que não gosta de estudar. O seu maior prazer é inspirar-se na procura da arte seja através das telas ou de outros materiais com que constrói as suas esculturas.
“Juntei a pintura, escultura, banda desenhada, a ilustração e o vídeo, sem esquecer pequenas aventuras e incursões noutros mundos como a gravura. No Fórum Mário Viegas estarão trabalhos mais formais, de cariz mais clássico e tradicional. No Palácio Landal vou mostrar o que tenho vindo a desenvolver mais recentemente, e que me libertou para materiais diferentes, como o arame na escultura ou o vídeo e a banda desenhada, sem nunca esquecer a pintura que é, sem dúvida, o fio condutor e a estrutura que suporta todo o meu trabalho”, diz na apresentação do programa da exposição.
O tema da exposição é “Eu Efémero” e pretende ser uma reflexão sobre a condição humana. O artista tem programado uma acção de divulgação na cidade de Santarém que vai certamente dar nas vistas e aguçar a curiosidade dos visitantes.
João Maria Ferreira tem 24 anos e as suas memórias mais felizes estão sempre ligadas a um lápis e a uma folha em branco. Em criança rabiscava os livros da escola, de bonecada, cavaleiros, polícias, professores de que não gostava, aliens, monstros, tudo o que lhe vinha à imaginação. Escondia folhas em branco no meio desses livros para as utilizar, às escondidas, nas horas das aulas.
As leituras, os filmes, as pessoas são as temáticas que sempre o influenciaram. Agora, em vez de rabiscar folhas, pinta telas e dobra o arame.
O artista confessa que adora o que faz mas não esconde que “fazer arte é muito bonito e engraçado. Mas não deixa de ser uma luta tremenda, uma batalha, onde a única forma de vencer é através do trabalho. O talento é a faísca, mas o fogo, esse, só se alimenta com dedicação”, confessa.
João Maria Ferreira já tem uma licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Actualmente frequenta um mestrado na mesma área e estuda Psicologia no ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Poder atravessar fronteiras e trabalhar longe da zona de conforto é um dos projectos de vida que mais gosta de alimentar. “Mas cada coisa a seu tempo”, confessa, já que o mais importante por agora é fazer caminho.
O artista conta no seu currículo com algumas exposições individuais e colectivas em Santarém, Almeirim, Carnide, Lisboa, Estoril e Amadora entre outras cidades. Recebei ainda prémios na área da pintura e banda desenhada.

In\303\203\302\252s Pedro Lima
“Eu efémero”. A arte de João Maria Ferreira em Santarém

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...