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Gestão das barragens conseguiu manter Tejo dentro das margens

Edição de 12.05.2016 | Sociedade

O comandante distrital de Operações de Socorro de Santarém admitiu na terça-feira que a gestão das descargas das barragens portuguesas e espanholas deve permitir manter o rio Tejo “dentro das margens”, permanecendo, contudo, a possibilidade de ocorrência de cheia.
Mário Silvestre disse que, tendo as barragens espanholas debitado às 8h00 cerca de mil metros cúbicos de água por segundo, foi acertado com a EDP Produção que as barragens portuguesas mantenham caudais estáveis e não descarreguem para o Tejo mais que 1.600 metros cúbicos por segundo, permitindo que o rio permaneça “dentro das margens”. Segundo o comandante, a barragem de Castelo do Bode encontra-se com a sua capacidade de armazenamento em 97%.
Mário Silvestre adiantou que não havia informação de qualquer povoação isolada ou via cortada devido a galgamento das margens do Tejo, admitindo que possam existir alguns alagamentos provocados por afluentes ou pela saturação dos solos.
Questionado sobre o histórico da ocorrência de uma situação do género nesta altura do ano, o comandante afirmou ser preciso recuar ao final dos anos 1940, início de 1950, para encontrar referências a uma cheia em Maio, na altura com maiores dimensões do que os valores registados nesta altura. Há dois anos, registou-se uma subida das águas do rio em Abril, recordou.
No início da semana, os agricultores da região manifestaram a sua preocupação com a alegada má gestão da barragem do Castelo do Bode, após terem sido confrontados com a possibilidade de inundação de campos nas zonas ribeirinhas. Recorde-se que nos campos da lezíria, e nesta altura do ano, uma boa parte dos agricultores já iniciaram as sementeiras e a haver cheia iria tudo Tejo abaixo.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, também criticou a ocorrência de prejuízos provocados por cheias “fora de tempo” no rio Tejo e reclamou um debate urgente sobre a gestão dos caudais. “As cheias que estão outra vez à nossa porta derivam de questões meramente economicistas por parte das hidroeléctricas, portuguesas e espanholas, e impõe-se um debate sério sobre estas cheias fora de tempo e a questão da gestão dos caudais do Tejo”, disse na segunda-feira à agência Lusa Fernando Freire (PS).

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