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A propósito das preocupações com os armazéns chineses do Porto Alto

Edição de 18.05.2016 | O MIRANTE dos Leitores

Por mais respeitado que seja em Samora Correia o entrevistado, Sr. Júlio Carvalho Pereira, o mesmo, quando faz comentários a propósito dos chineses, está a esquecer o enorme fluxo de emigrantes portugueses nos anos sessenta. Naquela época emigraram mais de 1,5 milhões de portugueses, número bem superior ao número de chineses em Portugal e ainda bem superior à quantidade de chineses na zona de Porto Alto e Samora Correia.
Os chineses viram a oportunidade de sair do seu país, coisa que certamente não fizeram de ânimo leve já que ninguém está desejoso de deixar tudo para trás para ir, ainda por cima, para um país noutro lado do mundo. Isso nem sequer aconteceu com a maioria dos emigrantes portugueses que se ficaram pela França, Alemanha, Luxemburgo e a Holanda. Creio que é necessário reflectir um pouco sobre o que está por detrás da necessidade dos chineses imigrarem para Portugal.
Há um outro aspecto interessante que se prende com a diferença de cultura que é o empreendedorismo que claramente tem ar asiático e que está a ser criticado injustamente. O asiático é dinâmico, trabalha muito e luta muito para conseguir o que pretende. O facto de abrirem lojas mostra a vontade de independência e fazem-no tanto em Portugal como noutros países.
Samora Correia tem que entrar no século vinte e um, mesmo com as suas tradições como a Semana Taurina que terminou no fim de semana passado, mas deve também modernizar, acompanhar a evolução do mercado, exigências económicas e exigências do povo. Afinal, se o povo português não quisesse, não apreciasse e não comprava produtos nas lojas chinesas (muitos dos quais produtos nacionais) e estas não sobreviviam.
Taz Man

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