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Infraestruturas de Portugal pediu fim da extracção de areias junto ao nó de Rio Maior do IC2

Edição de 25.05.2016 | Sociedade

A empresa pública Infraestruturas de Portugal já tinha contactado em 2014 (na altura ainda como Estradas de Portugal) o proprietário da extracção de areias junto ao nó de Rio Maior do IC 2 no sentido de este cessar a actividade na zona, devido ao impacto negativo que a exploração intensiva poderia causar na segurança da via que passa nas proximidades. Uma situação que foi igualmente comunicada à GNR.
A IP diz a O MIRANTE que “a Câmara Municipal de Rio Maior informou a IP (à data Estradas de Portugal) em 2014, da existência da exploração, da qual deu conhecimento à Direcção Geral de Geologia e Minas”, entidade que licencia essa actividade. Mas, apesar de todos esses contactos, a exploração continuou e, há cerca de duas semanas, obrigou ao corte da ligação do IC2 a Rio Maior por razões de segurança.
Em causa está um talude resultante da extracção de areia na proximidade desse nó de acesso, no qual se tem vindo a verificar desprendimentos de solos ao longo do tempo fazendo aproximar a crista do talude da faixa de rodagem. A situação já estava a ser monitorizada pela Infraestruturas de Portugal e “agravou-se nos últimos tempos devido às condições climatéricas adversas, com fortes chuvadas”, disse ainda a empresa pública que tutela as estradas nacionais no comunicado onde anunciou o corte da ligação.
A Infraestruturas de Portugal garante ainda que nunca foi chamada a pronunciar-se sobre a localização daquela unidade de extracção de areias junto ao nó de Rio Maior do IC2. “Nunca foi solicitado qualquer parecer à IP” - diz a empresa a
O MIRANTE. Quanto a soluções, a IP diz que “está a ser avaliada qual a solução a implementar para melhor resolução deste problema e que permita à IP voltar a reabrir a via à circulação, garantindo as condições de segurança de pessoas e bens”. Para já, acrescenta, “é prematuro estabelecer prazos uma vez que está ainda em avaliação a solução a implementar”.
“Lamentamos os transtornos causados por esta situação que, saliente-se, resulta da indevida exploração de areias numa zona adjacente à estrada, colocando em perigo a estabilidade do talude junto à estrada o que obrigou à IP decidir pelo corte de trânsito uma vez que estavam em causa as condições de segurança dos automobilistas”, conclui a Infraestruturas de Portugal.
O corte do nó de Rio Maior do Itinerário Complementar (IC) 2 obriga agora os automobilistas que se dirigem para Rio Maior por essa via rápida a saírem nos nós de Asseiceira (quem vem de sul) ou de Alto da Serra (quem vem de norte).

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