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Ano de autárquicas com muitas obras previstas em Santarém

Orçamento do município com mais três milhões de euros para investimento, em grande parte para garantir comparticipação local de projectos financiados por fundos comunitários.

Edição de 02.11.2016 | Sociedade

O orçamento da Câmara de Santarém para 2017 atinge os 47,95 milhões de euros, mais cerca de dois milhões de euros do que o 2016, situação decorrente do aumento de investimento previsto muito graças aos projectos financiados por fundos comunitários no âmbito do PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano que projecta a realização de inúmeras obras na zona antiga da cidade.
Se as previsões se cumprirem, 2017 vai ser um ano de muitas obras na cidade e também no resto do concelho. A estabilização das encostas de Santarém, a requalificação do mercado municipal, da Avenida D. Afonso Henriques e da envolvente ao Convento de Santa Maria de Almoster e a criação do Centro de Inovação Empresarial de Alcanede são alguns dos projectos considerados estruturantes, bem como a continuação da reabilitação da rede viária e do parque escolar.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), usou duas palavras para definir o orçamento: “realista” e “investimento”. E antes que a oposição eventualmente o acusasse de apresentar um orçamento eleitoralista (2017 é ano de eleições autárquicas), recordou que grande parte do investimento decorre do aproveitamento de fundos comunitários que só agora começam a ser disponibilizados do Portugal 2020.
Ricardo Gonçalves destacou que a situação financeira da câmara é hoje muito diferente, com a dívida a descer dos 100 para os 64 milhões de euros em quatro anos, o que permite cativar mais dinheiro para investimento depois de alguns anos de pouca obra. Estão previstos em orçamento 9,6 milhões de euros para investimento, mais 3 milhões do que em 2016.
A oposição PS e CDU absteve-se na votação, mas isso não significa que não tenha havido críticas. O vereador Francisco Madeira Lopes (CDU) disse que o PSD não conseguiu fazer reformas estruturais, resistir ao outsourcing nem sequer manter o concelho limpo e contrariou Ricardo Gonçalves dizendo que o momento de viragem ainda não chegou. “A viragem é de disco e o lado B toca o mesmo”, disse sobre o orçamento, acrescentando que “os reflexos da má gestão do PSD ainda vão durar muitos anos” no município.
O vereador Ricardo Segurado (PS) referiu o papel da oposição na redução da dívida do município, pelo “controlo rigoroso” que exerceu sobre a maioria relativa do PSD, e realçou que “este é o orçamento do PEDU”, questionando se esse plano de investimento “é fundamental e determinante para o desenvolvimento do concelho”. Na sua opinião, há projectos do PEDU que não são mais valias para a cidade, como a requalificação da Avenida D. Afonso Henriques.
O orçamento e o plano de actividades para 2017 foram aprovados na reunião de 31 de Outubro com os votos favoráveis dos quatro eleitos do PSD. Os 4 vereadores do PS e o da CDU abstiveram-se.

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