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Vistoria a habitação que serve de abrigo para cães e gatos continua por fazer

Caso passa-se em Vila Chã de Ourique, Cartaxo, e suscitou um abaixo-assinado com queixas dos moradores da zona.

Edição de 02.11.2016 | Sociedade

A Câmara Municipal do Cartaxo ainda não foi notificada pelo Ministério Público para a realização de uma vistoria a uma casa em Vila Chã de Ourique que serve de abrigo a vários cães e gatos, num caso que pode comprometer a saúde pública e o bem estar animal. Segundo declarações do presidente da autarquia a O MIRANTE, “está para ser feita nova vistoria pela delegação de saúde ainda sem data agendada”.
Pedro Ribeiro (PS) refere que já recebeu a senhora que apresentou queixa mas ainda não tem desenvolvimentos deste caso. O autarca aguarda pela notificação do Ministério Público e acrescenta que estão a ser realizados todos os procedimentos legais.
Uma das promotoras do abaixo-assinado que teve 57 subscritores, Maria Cristina Costa, cujo irmão é herdeiro da casa que está arrendada às duas senhoras colectoras de animais há mais de um ano, sabe que o caso é complicado e diz já não ouvir o latir dos cães: “Parece-me que retiraram a maioria dos cães, senão todos. Fui lá recentemente, bati ao portão e não ouvi nenhum cão a ladrar apesar das senhoras não atenderem”, acrescenta. Com o tempo mais fresco o cheiro já não é tão intenso como dantes, segundo Maria Cristina.
O MIRANTE não conseguiu contactar novamente as moradoras da casa visada, mas falou com dois vizinhos que moram numa casa ao lado. José António e Maria de Fátima Rodrigues dizem também já não sentir o cheiro intenso nem o barulho, calculando que grande parte dos animais foram retirados. “Só de vez em quando é que se ouve os cães a ladrar, mas já não é tanto. Elas devem fechá-los numa divisão qualquer porque deixa-se de ouvi-los passado algum tempo”, afirma Maria de Fátima.

Delegado de saúde e veterinário não tiveram acesso à casa
A casa visada fica na principal artéria de Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, no número 17 da Rua 1.º de Maio (Estrada Nacional 3) e o pedido de intervenção do Ministério Público foi enviado após a tentativa de uma inspecção ao local no início de Agosto por parte do delegado de saúde e do veterinário municipal (acompanhados pela GNR) que não conseguiram entrar na casa onde moram duas mulheres, mãe e filha.
Na edição de 1 de Agosto de O MIRANTE
o autarca Pedro Ribeiro referiu que todas as pessoas que tem ouvido lhe comunicam que o caso é recorrente: “Saltitam de concelho em concelho e assim que são visadas abandonam o local e vão para outro sítio com os cães. Segundo ouvi já estiveram em Rio Maior, Almeirim e em Sintra”.
Maria Cristina classificava a situação como um mistério: “Ninguém se apercebe de como metem os cães na casa. Não falam nem deixam ninguém entrar e só quando surge o barulho e o cheiro é que se dá conta da situação. Isto é um problema para os vizinhos e mete-me pena. Vá-se lá saber em que condições estão os animais”.

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