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“A vida sem teatro não é a mesma coisa e sem ele ficaríamos todos mais pobres”

“A vida sem teatro não é a mesma coisa e sem ele ficaríamos todos mais pobres”

Mário Rui Freitas, presidente da direcção do Cegada - Grupo de Teatro de Alverca

Edição de 02.11.2016 | Três Dimensões

Tem o sonho de fazer uma viagem ao Peru porque gosta muito da cultura Inca. Diz que de uma forma geral é um apaixonado pelas culturas da América Latina. o seu escritor de referência é Garcia Marquez. Professor de inglês diz que a irrequietude das crianças de hoje tem uma relação directa com a informação que recebem às catadupas. A sua ligação ao teatro Cegada começou há 16 anos.

Sempre fui uma pessoa curiosa e passava o tempo a fazer perguntas aos meus pais. Vim viver para o concelho de Vila Franca de Xira ainda muito novo, porque o meu pai era sargento nas escolas da Marinha. Na altura, para quem vem de uma aldeia como S. Julião, Figueira da Foz, estar às portas de Lisboa foi fantástico. Sempre tinha achado a vida na aldeia muito pouco mexida e Lisboa abriu-me os horizontes.
Sou professor de inglês no Agrupamento de escolas de Vialonga. Ensino crianças entre os 6 e os 10 anos. O meu foco é o ensino do inglês mas nas crianças existe uma diversidade de ensinamentos que podemos e devemos passar, além de apenas a matéria. Nós, adultos, temos essa responsabilidade de passar às crianças o que é a vida, o mundo e a sociedade.
Há a ideia que os jovens têm falta de valores sobretudo de respeito para com os pais e professores. Mas há outra perspectiva, que tem a ver com os jovens de hoje terem mais ferramentas, informação e conhecimento para poderem aplicar na sua vida e em colectivo, para que possam contribuir para uma sociedade melhor. Mas atenção, porque haver mais informação não significa que seja melhor informação.
Ando a prometer a mim mesmo ir aprender a surfar mas vou adiando. Espero que seja para o ano, até porque um amigo já me emprestou a prancha dele. Nos tempos livres gosto de ver documentários sobre história.
Adoro fotografia e sou viciado em cinema. A Bienal de Fotografia de VFX é uma óptima ideia. Gosto de vários fotógrafos, como o Cartier Bresson, do Kubrick antes de ser realizador, tal como o Wim Wenders e o Eduardo Gageiro. Quanto a cinema, um dos filmes da minha vida chama-se “Disponível para Amar”, de Wong Kar Wai.
Há dias ouvi uma frase que dizia que todos somos feitos de átomos mas sobretudo de histórias. Eu gosto de histórias mas também de História. Quando era mais novo gostava de história contemporânea mas agora como adulto comecei a interessar-me pelo período grego e romano.
Entrei para o Cegada com “A crónica atribulada do esperançoso Fagundes de Luís de Sttau Monteiro. Fui convidado para fazer a sonoplastia em 2000. O teatro é muito pessoal, é uma vertente artística tão antiga quanto a humanidade. Faz as pessoas pensar, entreterem-se, identificarem-se com o que se passa em palco. A vida sem teatro não era a mesma coisa, é algo que faz parte da minha vida há quase 20 anos e que me fez amigos, crescer, amadurecer e perceber o mundo que me rodeia. O teatro é muito importante para Alverca e para o concelho de VFX. Sem o Cegada, Alverca decididamente ficaria mais pobre.
O que me tira do sério é a intolerância e a maldade consciente. Ver quem gosta de fazer mal aos outros sabendo que isso é prejudicial. O que no fundo é o que nós chamamos de estupidez.
A minha viagem de sonho era ir ao Peru. Gosto muito da cultura e história inca. E, confesso, de uma forma geral, sou apaixonado pelas culturas da América Latina. Até da literatura. Se me perguntar por um escritor da minha preferência terá de ser o Garcia Marquez. “Cem anos de Solidão” é o livro da minha vida.

“A vida sem teatro não é a mesma coisa e sem ele ficaríamos todos mais pobres”

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