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Autárquicas de 2017 põem PSD de Abrantes em ebulição

Vereadora do partido critica a forma como a concelhia “laranja” tem gerido o processo e não aprova a escolha de António Castelbranco para cabeça de lista à câmara. Presidente da Junta de Rio de Moinhos recandidata-se mas prescinde do apoio do PSD.

Edição de 09.11.2016 | Sociedade

A condução do processo autárquico pelo PSD de Abrantes está a causar cisões no partido e já levou a que a única vereadora social-democrata na Câmara de Abrantes, Elza Vitório, se demitisse do cargo de vice-presidente da mesa da assembleia da secção concelhia do partido, embora garanta que vai manter-se como vereadora até ao fim do mandato “pelo compromisso que tem com os eleitores”, disse a O MIRANTE.
Em causa está a indicação, pela comissão política concelhia, de António Castelbranco para cabeça de lista às eleições de 2017 sem que a vereadora, cabeça de lista em 2013, fosse consultada ou informada. “Os procedimentos que têm sido seguidos com vista às autárquicas de 2017 não são aqueles que eu defendo. Não me revejo no procedimento, na orientação, nos valores, na ética, ou falta dela, e por isso, não posso continuar”, afirmou Elza Vitorio, que não concorda com a escolha do arquitecto António Castelbranco como candidato à câmara. “Não tenho nada contra o senhor do ponto de vista pessoal mas não me revejo nesta candidatura”.
Também a líder da bancada do PSD na assembleia municipal, Margarida Togtema, não concorda com algumas posições tomadas pela comissão política concelhia liderada por Rui Santos. “As coisas de facto não estão bem. Há uma ruptura com a comissão política mas não me quero alongar muito mais para já”, disse a O MIRANTE. O nosso jornal sabe que as reuniões de preparação dos eleitos da assembleia já não são feitas na sede do partido.
O presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Rui André, que em 2013 foi eleito com o apoio do PSD, é outro dos descontentes e em declarações a O MIRANTE afirma que não vai ser candidato pelo PSD. “Serei candidato independente sem o apoio do PSD. O que aconteceu foi que o Rui Santos lançou a minha candidatura quando o combinado era que a candidatura não podia ser lançada agora, porque ainda estou a elaborar a lista de pessoas que acho que são as melhores para o trabalho que pretendemos realizar e não pelo partido a que pertencem”, refere.
O autarca de Rio de Moinhos não gostou de como o processo se tem desenrolado e por isso decidiu “colocar um ponto final” na relação. O presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos não põe de lado a hipótese de ser apoiado por outro partido mas para já o que está em cima da mesa é “ser candidato independente”.
Em relação à candidatura do arquitecto António Castelbranco ao município, Rui André diz não conhecer “o trabalho da pessoa em questão” e considera que “quem se quer lançar tem de ser popular e ser conhecido. Não é estar dentro de quatro paredes e vir de vez em quando para o facebook e escrever uns artigos nos jornais”.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da concelhia do PSD de Abrantes, Rui Santos, preferiu não tecer qualquer comentário remetendo para o comunicado que o PSD de Abrantes vai emitir brevemente.

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