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Oposição considera orçamento da Câmara de Tomar vazio e com medidas avulsas

Executivo aprova orçamento de cerca de 36 milhões de euros

Edição de 09.11.2016 | Sociedade

A recuperação da Sinagoga de Tomar, requalificação da Várzea Grande, lançamento da obra do Centro Escolar da Linhaceira, realojamento das famílias ciganas e obras no quartel dos bombeiros são alguns dos investimentos previstos no Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) da Câmara de Tomar para 2017. O documento foi aprovado pela maioria PS/CDU com os votos contra do PSD e a abstenção do vereador dos Independentes por Tomar (IpT) e do vereador Rui Serrano (PS). O orçamento tem um valor de mais de 36 milhões de euros, cerca de um milhão a menos do que o de 2016.
A coligação PS/CDU, que gere a autarquia, considera que este orçamento assume-se “como um marco” no ciclo que se atravessa. “Para além das metas atingidas, interessa finalizar projectos quase concluídos e dar continuidade aos programas que se prevêem para o concelho de Tomar”, refere o documento apresentado e discutido em sessão camarária. O mesmo documento refere que o ano de 2017 será “marcante” devido ao quadro comunitário 2020. “Esperamos mobilizar recursos necessários e importantes investimentos na área social, cultural e de desenvolvimento económico.
Os vereadores do PSD, João Tenreiro e António Jorge, consideram que este é um orçamento vazio, onde as taxas aumentam e a receita vai diminuindo. “É um orçamento baseado em medidas avulsas, onde não se vislumbram medidas assentes numa estratégia para o concelho. É vergonhoso que se gastem 350 mil euros em estudos e pareceres e é também indecoroso o que esteja previsto gastar 860 mil euros com outros trabalhos especializados”, disseram, acrescentando que a actual maioria gasta dinheiro sem qualquer critério. Criticaram também a posição do vereador da CDU, Bruno Graça, ao dizerem que nada fez para inverter a situação do envelhecimento da população e diminuição dos residentes no concelho.
Também Pedro Marques (IpT) refere que os documentos não demonstram “medidas e políticas estruturas que incentivem “directamente” a actividade económica” através da captação de investimento e a atracção e fixação de população. O vereador independente diz que esperava que a coligação PS/CDU tivesse tido “capacidade” para colocar em prática aquilo que constava dos seus programas eleitorais. “Desse modo não frustraria as legítimas expectativas da população nem seguiria os maus exemplos anteriores”, criticou.

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