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Trabalhadores do cemitério de Vila Franca de Xira sem local para se vestirem

Trabalhadores do cemitério de Vila Franca de Xira sem local para se vestirem

Município diz que já começaram obras de beneficiação para dar melhores condições a quem trabalha no cemitério.

Edição de 09.11.2016 | Sociedade

Os trabalhadores municipais que prestam serviço no cemitério de Vila Franca de Xira não têm balneários onde se vestirem e por isso fazem-no na casa-de-banho do cemitério ou então já vêm fardados de casa.
O alerta foi deixado na última reunião pública de câmara pela vereadora Helena de Jesus, da Coligação Novo Rumo, liderada pelo PSD, que defendeu a necessidade do município investir na melhoria das condições do espaço. O cemitério, recorde-se, tem sido notícia devido a um conjunto de problemas. O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), garante que já estão em curso obras de beneficiação do espaço e que está prevista “a criação de melhores condições para os trabalhadores” que ali prestam serviço.
O estado de conservação da capela tem também motivado algumas queixas dos vereadores da oposição. O seu mau estado até já obrigou no último ano, durante um velório, os funcionários a mudar o caixão de um falecido da capela para uma casa mortuária depois de um problema eléctrico.
Há cerca de quatro anos foram investidos vários milhares de euros na remodelação do telhado da capela, que tinha infiltrações e, nos dias de chuva, a água pingava em cima das pessoas. Em Novembro do ano passado foram investidos mais 33.805 euros em trabalhos de pintura, arranjos de pavimentos e melhorias na iluminação das casas mortuárias.
O cemitério de Vila Franca de Xira data do século XIX e fica na área mais a sul da cidade, ao longo de uma encosta virada para o rio, na Rua Luís de Camões. É considerado um museu a céu aberto com várias esculturas, lápides e jazigos de várias épocas. A sua área total é de 10 500 metros quadrados, repartidos em talhões, onde estão sepultadas figuras do concelho como Noel Perdigão, Alves Redol, Ricardo Silva “Pitó”, José Mestre Baptista, José Falcão ou o padre Vasco Moniz. Devido à falta de espaço o cemitério tem sido ampliado ao longo dos anos, com novos talhões e incremento de gavetões e ossários.

Trabalhadores do cemitério de Vila Franca de Xira sem local para se vestirem

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