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“Nasci e cresci no norte do País de Gales e sempre fui tratada com igualdade”
Valerie Lynda Randal Picton Santos

“Nasci e cresci no norte do País de Gales e sempre fui tratada com igualdade”

Valerie Lynda Randal Picton Santos - Gerente do Centro de Línguas Britannia House. As declarações da gerente e professora de Inglês do Centro de Línguas Britannia House de Torres Novas têm a curiosidade de fornecer informações sobre a igualdade entre homens e mulheres no seu país natal e de desvendarem a sua visão da sociedade portuguesa nesse campo.

Edição de 17.11.2016 | Aniversário

Valerie Lynda Randal Picton Santos - gerente e professora de Inglês no Centro de Línguas Britannia House dá uma explicação interessante sobre o facto de nunca ter tido pena de não ter nascido rapaz, nem nunca ter pensado nisso até O MIRANTE lhe colocar a pergunta.
“Nasci no norte do País de Gales (Reino Unido), onde cresci como filha única numa sociedade onde não havia diferença entre rapazes e raparigas nem em casa, na escola, nem sequer na universidade. Sempre senti que tive os mesmos direitos que os rapazes e fui sempre tratada com igualdade. Para ser honesta, o facto de ser mulher foi uma vantagem pois facilitou-me obter excelentes posições como gerente, que ocupei primeiro em Manchester e depois em Toronto, Canadá. Estes cargos consistiam em gerir maioritariamente mulheres, portanto davam preferência a mulheres gerentes”, explica.
A igualdade que sempre sentiu existir não elimina as diferenças que nota, em termos gerais, entre homens e mulheres. “Os homens têm mais facilidade em dizer o que pensam e em agirem, mesmo em situações desagradáveis, sem sentirem remorsos. As mulheres são mais emotivas e têm mais dificuldade em tomarem certas posições, pois têm receio de magoar as pessoas. No entanto têm a capacidade de planear antecipadamente e avaliar bem as vantagens e desvantagens antes de tomarem uma decisão”, defende.
Olhando para o que se passa em Portugal, considera que muito tem mudado no capítulo da igualdade de oportunidades mas que continuamos a viver num “mundo de homens”, nomeadamente em áreas como a política. “Penso que apesar de haver várias mulheres na política em Portugal e a fazerem um trabalho excelente a política continua a ser uma área de homens e considerada assim pela sociedade portuguesa”. Já sobre o acesso a cargos de direcção e chefia por parte das mulheres portuguesas, Valerie Lynda Randal Picton Santos defende que o problema não tem a ver com qualquer tipo de bloqueio. “Ter uma posição de chefia implica muitos sacrifícios, nomeadamente o tempo para a família que as mulheres valorizam muito. Na minha opinião a maior parte das mulheres em Portugal coloca a família em primeiro lugar em detrimento de uma posição de chefia”.
A professora deu também a sua opinião sobre o papel das mulheres no futuro em Portugal. “Penso que as mulheres terão um papel mais preponderante na sociedade portuguesa no futuro. Como professora, noto que as raparigas, futuras mulheres, já têm uma atitude diferente em relação ao seu papel na sociedade e à posição que irão ter no mundo do trabalho. Estou confiante que Portugal terá no futuro uma mulher primeira ministra ou até Presidente da República”.
A gerente do Centro de Línguas Britannia House tem como “hobbies” a jardinagem, hidroginástica, passear com os cães no campo, ler, ver televisão, ir ao cinema. Interrogada sobre se alguma vez assistiu a touradas ou jogos de futebol responde afirmativamente. “Sim, várias vezes. Fui a uma tourada pela primeira vez quando tinha 18 anos em Barcelona e adorei toda a arte de tourear e o ambiente na praça de touros. Continuo a ir a corridas frequentemente com a minha família. Quando estava na universidade também fui a vários jogos de futebol em Manchester ver o Manchester United jogar”.

“Nasci e cresci no norte do País de Gales e sempre fui tratada com igualdade”

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