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“O trabalho que temos feito com as novas gerações vai gerar mais igualdade”
Maria do Céu Albuquerque

“O trabalho que temos feito com as novas gerações vai gerar mais igualdade”

Maria do Céu Albuquerque - Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Edição de 17.11.2016 | Aniversário

A presidente da Câmara Municipal de Abrantes acredita que a igualdade plena entre homens e mulheres vai ser alcançada e explica os motivos que a levam a pensar assim: “Essa minha certeza vem da confiança que deposito no trabalho que temos vindo a desenvolver, nas novas gerações… homens e mulheres que acreditam num mundo construído, dia-a-dia, de forma partilhada e alicerçada no facto de assumirmos as nossas diferenças como a nossa força motriz!”.
Sobre o caminho já percorrido lembra que só quem não quer é que não vê. “Se olharmos para trás não podemos deixar de valorizar o trabalho empenhado, de muitos homens e de muitas mulheres, em resultado do qual estamos paulatinamente a construir esse futuro. Portugal é, nesta matéria, um bom exemplo – há 45 anos atrás, as mulheres no nosso país tinham seguramente muito menos direitos e liberdades fundamentais.”, afirma.
A autarca diz que nunca teve pena de não ter nascido rapaz e que não inveja nada nos homens porque a inveja é um sentimento que faz por não ter e porque a inveja entre géneros é um conceito que para ela não faz sentido. “A nossa força está nas nossas diferenças. Somos diferentes e precisamos das diferenças para construirmos o nosso caminho comum”, sublinha.
Defende o sistema de quotas em vigor para a constituição de listas de candidatos mas como uma situação transitória. “Concordo com as quotas porque de outra forma existiriam lugares a que as mulheres ainda hoje não teriam acesso. A criação de um sistema de quotas permitiu evoluir mais rapidamente na mudança de mentalidades e na produção de oportunidades para as mulheres mas acredito firmemente que as gerações mais recentes e as seguintes se encarregarão de tornar este sistema obsoleto”.
Quando decidiu ter actividade política Maria do Céu Albuquerque ouviu alguns avisos relativos à possibilidade de as funções como autarca a fazerem descurar o seu papel de mãe e de mulher mas com esforço e determinação conseguiu provar que poderia conciliar os vários papéis. Quanto ao facto de alguns mimos e atenções serem mais manifestações de cavalheirismo e de simpatia do que de verdadeiro elogio ao seu trabalho político, refere que se limita a aceitá-los de bom grado. “Receber mimos e atenções é uma necessidade de qualquer ser humano. Os afectos não têm ‘género’”.
Diz que em sua casa quem manda é a democracia e que o contributo de cada um para as tarefas domésticas não tem que ser medido a régua e esquadro, mas entendido de acordo com uma partilha aceite por todos. Se em vez de filhas tivesse tido filhos acredita que a educação teria sido feita da mesma forma. “Com muito amor, respeito e regras”.
Gosta de ler escritores da América Latina, nomeadamente Gabriel Garcia Marques e Mário Vargas Llosa e é também do outro lado do Atlântico que lhe chega a sua música preferida, através de nomes como Elis Regina, Tom Jobim ou Chico Buarque. Nos últimos tempos tem também ouvido com mais atenção alguns fadistas.

“O trabalho que temos feito com as novas gerações vai gerar mais igualdade”

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