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“Quem deve mandar numa casa é quem nela mais trabalha”
Luciana Maria Maia Nelas

“Quem deve mandar numa casa é quem nela mais trabalha”

“Quem deve mandar numa casa é quem nela mais trabalha”. A igualdade plena entre homens e mulheres vai acontecer mas vai demorar, pelo menos, mais uma geração. A opinião é de Luciana Nelas que gosta de ser mulher e que se empenha sempre em fazer o melhor para ajudar a construir um mundo melhor e mais justo.

Edição de 17.11.2016 | Aniversário

Embora cada pessoa seja única, Luciana Nelas, presidente da Casa de São Pedro, instituição de solidariedade social com sede em Alverca do Ribatejo, considera que a teimosia é uma característica comum à maioria dos homens. Quanto às mulheres diz que são mais intuitivas que os homens.
Pessoa sensível confessa que há espectáculos que não lhe agradam e dá como exemplo as touradas. “Fui uma vez a uma e só porque era de beneficência mas tive que sair a meio”, conta. Gosta das canções de Cuca Roseta, Raquel Tavares e António Zambujo e dos livros de Carlos Oliveira Santos e Francisco Rodrigues Pereira e já assistiu a jogos do seu Benfica. Luciana Nelas defende a valorização das pessoas pelo seu mérito. Diz que em sua casa faz cerca de oitenta por cento do trabalho que há a fazer e quando lhe perguntam quem deve mandar em casa não hesita na resposta. “Quem nela mais trabalha!”.
Considera que foram dados passos gigantescos no sentido do estabelecimento da igualdade entre homens e mulheres mas que não foram suficientes. “Para atingirmos a igualdade plena ainda vai ser precisa mais uma geração. Os mais velhos ainda não têm essa cultura da igualdade”, refere. A presidente da Casa de São Pedro diz que para as mulheres conseguirem cargos de chefia o essencial é elas quererem verdadeiramente e trabalharem afincadamente para isso. Quanto aos cargos políticos faz notar que o afastamento dos cidadãos em geral da política é comum a homens e mulheres mas lamenta que tenha sido necessário estabelecer para as listas de candidatos porque isso significa que a escolha dos partidos não era feita por mérito mas por género. “(...) Há casos em que se não existisse essa obrigação não as colocavam”, constata.

“Quem deve mandar numa casa é quem nela mais trabalha”

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