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Candidatura para emparcelamento rural da Agrotejo entregue até final deste ano

Candidatura para emparcelamento rural da Agrotejo entregue até final deste ano

Ministro da Agricultura garantiu na sessão de aniversário da União Agrícola do Vale do Tejo que há meios financeiros disponíveis para esse tipo de projectos.

Edição de 17.11.2016 | Economia

O projecto de emparcelamento rural de Golegã, Azinhaga e Riachos, liderado pela Agrotejo - União Agrícola do Vale do Tejo, vai ser candidatado até final deste ano e o início dos trabalhos está previsto para 2017. Os meios financeiros do Ministério da Agricultura estão disponíveis, faltando apenas que seja enviado o projecto. A garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, na sessão do 30º aniversário da Agrotejo que decorreu na sexta-feira, 11 de Novembro, na sede da Agrotejo, na Golegã. O vice-presidente da Agrotejo, Mário Antunes, também já tinha dado a notícia durante o seu discurso.
Capoulas Santos informou também que o Ministério da Agricultura decidiu atribuir a Medalha de Honra do Ministério à Agrotejo pelo trabalho desenvolvido ao longo das últimas três décadas, reconhecendo a sua capacidade de liderança e de vontade dos agricultores se organizarem, tornando-se competitivos, num “percurso notável”. A entrega da medalha será feita numa data ainda a agendar. Para o ministro da Agricultura, a Agrotejo representa o que de melhor se faz na agricultura portuguesa.
Referindo o aumento de 100 milhões de euros de despesa pública orçamentada para 2017 (662 milhões de euros) em relação à despendida este ano na área que tutela, o ministro afirmou que o Governo tem feito um esforço para colocar o PDR (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente), principal instrumento de fundos para a agricultura “em velocidade cruzeiro”, recuperando o atraso que disse ter encontrado quando entrou em funções há um ano.
O presidente da Agromais, Luiz Vasconcelos e Souza, reforçou que a Agrotejo é o exemplo de que é possível fazer coisas no sector agrícola em Portugal. “Às vezes há a sensação que não vale a pena fazer porque o país não tem escala para competir mas nós provamos que não é verdade e que é possível fazer coisas novas e boas”, disse o dirigente.
Vasconcelos e Souza considera que o futuro vai ser “mais denso, mais concentrado e mais orientado” para a venda em permanência e esse será um passo muito importante para o sucesso da agricultura no futuro. “A agricultura portuguesa tem que se organizar e ganhar escala porque senão vamos sempre trabalhar subcontratados a outros países, como acontece actualmente”, alerta.
O presidente da Agrotejo, António Carvalho, lamentou que o projecto do emparcelamento rural tenha ficado no esquecimento político durante cerca de dez anos inviabilizando a sua execução e defendeu que a agricultura necessita de criar mais riqueza. “A implementação do projecto de emparcelamento rural vai mudar a nossa região para melhor. Queremos continuar a fazer mais e melhor todos os dias”, concluiu.
No final, à saída do edifício da Agrotejo, estavam o ex-presidente da Câmara da Golegã e actual presidente da Assembleia Municipal da Golegã, Veiga Maltez, e a ex-ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que trajados a rigor e montados a cavalo cumprimentaram os dirigentes e políticos ali presentes.
A sessão terminou com a entronização do ministro como “romeiro honorário” de S. Martinho - confraria criada há 16 anos para defender as tradições equestres portuguesas -, durante a bênção dos romeiros realizada em frente à igreja matriz da Golegã, tendo Capoulas Santos recebido a capa vermelha cortada ao meio que é colocada sobre o ombro esquerdo.

Candidatura para emparcelamento rural da Agrotejo entregue até final deste ano

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