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Centro de Apoio Social da Carregueira continua a reclamar 725 mil euros ao município

Em causa verba que a Câmara da Chamusca recebeu para construção de um lar de idosos na Carregueira e que foi desviada para outros fins.

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

A assembleia-geral de sócios realizada no dia 13 de Novembro deu carta branca à direcção do Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC) para que a partir de agora os assuntos com a Câmara Municipal da Chamusca passem a ser tratados através de advogados.
A instituição reclama do município cerca de 725 mil euros que foram recebidos pela câmara como contrapartida da instalação de empresas de resíduos industriais, banais e perigosos no Eco Parque do Relvão, na freguesia da Carregueira, com a promessa de que os encaminharia para a construção de um lar de idosos na Carregueira.
Até Março de 2010 o município recebeu das empresas cerca de 2,2 milhões de euros e iniciou a obra. Entretanto a construção foi interrompida por falta de dinheiro do município e por insolvência da empresa construtora.
O Centro Social da Carregueira, a quem cabia exclusivamente a gestão do equipamento e não o financiamento da sua construção, foi forçado a recorrer a fundos próprios e ao crédito da banca para concluir a obra, investindo cerca de 600 mil euros. A direcção diz que “se não o tivesse feito teria colocado em risco a conclusão da obra em tempo útil e teria inviabilizado a celebração de protocolos com a Segurança Social”.
O custo total do lar foi de cerca de 3,1 milhões de euros. A União Europeia financiou cerca de 1,2 milhões, o CASC investiu cerca de 588 mil euros e o município comparticipou com cerca de 1,3 milhões de euros com a verba recebida das empresas instaladas do Eco Parque. “Por isso ainda faltam cerca de 725 mil euros no entender da direcção”, explica o presidente da direcção Duarte Arsénio.
A direcção do CASC acusa ainda o município de ter mentido no seu boletim oficial “Da Charneca à Lezíria” quando afirma que contribuiu com cerca de 1,3 milhões de euros. “É mentira porque o dinheiro veio das empresas, não era dinheiro do município mas sim dinheiro que pertence ao CASC”.
A instituição recebeu uma carta do município, no dia 3 de Outubro, onde esta afirma que o assunto está encerrado e diz ter cumprido com as suas obrigações. “Por isso a partir de agora todos os assuntos com o município vão ser tratados pelos nossos advogados visto que não há diálogo possível”, diz Duarte Arsénio a O MIRANTE.

Câmara diz que as contas estão liquidadas
O presidente da Câmara da Chamusca tem opinião contrária à da direcção da instituição e afirma que o dinheiro das contrapartidas é para toda a freguesia e não para o CASC. “A instituição realizou obras a mais sem comunicar e sem consultar a autarquia enquanto parceira”, diz Paulo Queimado. O ofício enviado no dia 3 de Outubro “foi a explicar que em termos de contas estava tudo liquidado, mas continuamos abertos ao diálogo. Se o CASC insiste em ir pela via jurídica tem toda a legitimidade para isso. Tenho pena de saber esta informação pelos jornais, mas enfim”, conclui.

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