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Armas e engenhos explosivos no lixo estão a pôr em perigo funcionários da Resitejo
Perigo. Há quem esteja a deitar armas para o lixo

Armas e engenhos explosivos no lixo estão a pôr em perigo funcionários da Resitejo

Um trabalhador da triagem foi atingido numa explosão do que se supõe ser de uma granada

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

Um funcionário da Resitejo ficou sem dois dedos da mão numa explosão de um engenho explosivo quando estava a fazer a triagem de resíduos metálicos. Este foi o caso mais grave desde que há um ano esta entidade de gestão e tratamento de resíduos na Carregueira, Chamusca, passou a fazer a triagem de metais, onde é frequente aparecerem objectos perigosos, como armas e foguetes de sinalização (very light) que são usados ilegalmente em jogos de futebol, com riscos elevados, como o caso trágico que aconteceu há 20 anos quando um adepto do Sporting morreu atingido por um engenho destes.
No acidente que ocorreu este Verão as consequências não foram mais graves porque, presume-se, o engenho explosivo já estaria estragado e não tinha a potência que deveria ter. O administrador da Resitejo refere que não se chegou a perceber que tipo de objecto era mas que se suspeita que a explosão tenha sido provocada por uma granada antiga. Diamantino Duarte presume que as pessoas estão a deitar fora armas que ex-combatentes da guerra do Ultramar levaram para casa como “recordação”, o que representa um grande perigo para os funcionários da entidade.
Mais recentemente foi encontrada uma pistola com carregador, o que levou a que tivesse de ser chamada a GNR para tomar conta da ocorrência e recolher a arma. Até agora ainda não apareceram outras armas de fogo, sejam de calibres de defesa pessoal, caçadeiras ou até de guerra, mas os funcionários estão sensibilizados para os perigos. O administrador da Resitejo revela que é cada vez mais perigoso fazer a triagem dos metais porque há quem se esteja a livrar de armas atirando-as para os contentores do lixo. “Como antes grande parte dos resíduos ia para aterro as pessoas pensam que ainda é assim e que ao colocarem estes objectos no lixo que eles vão ser enterrado sem alguém dar por eles”, explica Diamantino Duarte.
O administrador refere que esta situação não é exclusiva da Resitejo e que, em conversas com responsáveis de outros sistemas, soube que há casos em outras zonas do país. Os very light são os objectos que mais aparecem na zona de triagem, segundo revela o administrador, salientando que ainda esta semana apareceu um engenho destes. Diamantino Duarte refere que ao atirarem objectos explosivos e armas para o lixo, as pessoas estão a pôr em perigo a vida de trabalhadores, realçando que podem ocorrer consequências bem mais graves do que a que se registou no Verão.

Armas e engenhos explosivos no lixo estão a pôr em perigo funcionários da Resitejo

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