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Atraso no Portugal 2020 atira muitas obras para ano de autárquicas

Presidente da Câmara de Rio Maior critica a morosidade na disponibilização das verbas e refuta desde já possíveis acusações de eleitoralismo.

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

O atraso na disponibilização das verbas para os municípios do quadro comunitário de apoio Portugal 2020, que teoricamente entrou em vigor em 2014 e deve vigorar até 2020, vai fazer com que as obras promovidas pelas autarquias e financiadas pela União Europeia só possam arrancar em 2017, ano de eleições autárquicas. Uma situação que pode dar votos mas também pode conduzir a acusações de eleitoralismo a quem está no poder e que alguns autarcas já estão a antever.
É o caso da presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais (PSD), que antecipa já esse cenário, entre críticas ao atraso no Portugal 2020, que em condições normais já devia estar a meio da sua execução. “Espero que daqui a uns tempos não venham dizer que só estamos a fazer obra em véspera de eleições”, disse Isaura Morais na última reunião do executivo, acrescentando: “Se estão à espera que fique de braços cruzados a um ano do fim do mandato estão enganados”.
“Sou paga para trabalhar todos os dias do meu mandato, que vai até para lá das eleições. O atraso do Portugal 2020 não é da nossa responsabilidade”, sublinhou ainda a autarca, afirmando que espera uma alteração das regras para atribuição dos fundos que permita financiamento para arranjo de estradas e para beneficiação da rede de abastecimento de água.
Antes já o vice-presidente, Carlos Frazão, criticara também o atraso na execução do Portugal 2020, apontando responsabilidades ao anterior Governo e também ao actual, já há um ano em funções.

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