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Criança atropelada em Montalvo só quer poder voltar a correr
Preocupações. Filipa e a mãe, Isabel, continuam sem ver o caso resolvido

Criança atropelada em Montalvo só quer poder voltar a correr

O dia de Natal de 2015 vai ficar para sempre gravado na memória de Filipa, mas não por boas razões. A viatura que a atropelou não tinha seguro e a família foi inclusivamente confrontada com a conta do tratamento hospitalar que não teve como pagar. A preocupação agora é garantir a recuperação total da menina de 8 anos.

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

Filipa Calado, de 8 anos, quer voltar a ser uma menina como tantas outras da sua idade, depois do acidente que sofreu no dia 25 de Dezembro de 2015, quando foi atropelada junto à sua habitação, na localidade de Montalvo, concelho de Constância. A criança sofreu uma fractura exposta na perna esquerda, esteve vários dias internada no Hospital de Abrantes e passado quase um ano ainda se queixa de dores na perna e não consegue correr como tanto gostava. A menina exibe com orgulho alguns troféus ganhos na modalidade que mais gosta, o atletismo, e que agora não pode praticar. Filipa ficou proibida de fazer qualquer exercício físico com excepção da natação.
As preocupações da família incidem sobretudo na recuperação da menina, mas não só. E apontam queixas em várias direcções. A mãe da criança, Isabel Gaspar, diz que o dono da viatura que atropelou a sua filha garantiu-lhe que o seguro iria pagar todas as despesas necessárias. Acontece que o seguro da viatura não estava válido e a conta do acompanhamento hospitalar foi parar a casa de Isabel Gaspar. Que se recusou a pagar.
“Chegou uma carta do Centro Hospitalar do Médio Tejo com 805,87 euros para pagar”, conta. Isabel tem 5 filhos, dois a seu encargo, e conta actualmente com um rendimento de cerca de 250 euros mensais. “Tive que pedir apoio jurídico à Segurança Social que me arranjou uma advogada para resolver este assunto”, conta a mãe da criança.
Quando não existe seguro válido há um fundo de garantia automóvel que assume a responsabilidade mas a grande preocupação da advogada da família, Armanda Silva, “é determinar um valor indemnizatório que só pode ser encontrado depois da parte médica dizer em que medida esta menina vai ter que recuperar”, explica. E para já não se sabe que tratamentos serão ainda necessários e qual o grau de recuperação da criança.
A advogada Armanda Silva adianta ainda que este processo demorou muito tempo a chegar ao Tribunal de Abrantes. “Parece que andava perdido. Não foi a GNR de Constância que tomou conta da ocorrência mas sim a GNR do Tramagal, concelho de Abrantes. Acho estranho que na altura do acidente a GNR não se tivesse apercebido que o seguro do veículo não estava válido”, revela.
Em função da idade, a criança já devia ter sido observada por um ortopedista pediátrico, dadas as lesões que sofreu, mas nem sequer fisioterapia fez após lhe ser retirado o gesso da perna. “Se tivéssemos uma companhia de seguros com quem falar já estaríamos a negociar. Neste caso não é o dinheiro o mais importante mas sim o tratamento. Esta menina nem sequer fez fisioterapia”, explica a advogada.

Criança atropelada em Montalvo só quer poder voltar a correr

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