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O professor de Matemática só chegou dois meses depois
Manifestação. Pais concentraram-se à porta da escola em protesto

O professor de Matemática só chegou dois meses depois

Três turmas da EB 2,3/S Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, estiveram sem aulas de Matemática durante dois meses. No dia em que os pais se manifestaram contra a situação, houve finalmente um professor que assumiu o lugar.

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

Dezenas de encarregados de educação concentraram-se na sexta-feira, 11 de Novembro, em protesto em frente à escola de Tramagal, concelho de Abrantes, contra a falta de professor de Matemática em três turmas do 8º e 9º ano, desde o início do ano lectivo. Desde o início do ano lectivo que os alunos não tinham aulas a essa disciplina e foi também precisamente nesse dia, por coincidência ou não, que a vaga foi preenchida.
“Os professores de Matemática são aqui colocados através do Ministério da Educação, mas depois não aparecem na escola e não aceitam a colocação”, disse à agência Lusa Alexandra Reis, da Associação de Pais e Encarregados de Educação, no dia da manifestação. Os alunos, referiu a representante, “já perderam mais de dois meses de aulas” e os estudantes do 9º ano têm exame este ano à disciplina.
As duas turmas de 8º ano e uma de 9º ano da Escola EB 2,3/S Octávio Duarte Ferreira têm um total de cerca de 60 alunos. Os encarregados exigiram “soluções imediatas” para a resolução do problema, o que veio a suceder. Contactado pela Lusa, o director do Agrupamento nº 2 de Abrantes, Alcino Hermínio, explicou onde radicava o problema: “Já concorreram e foram colocados cerca de dez professores desde o início do ano lectivo”, mas “nenhum aceita ficar a leccionar em Abrantes, nomeadamente na escola de Tramagal”.
Afirmando-se “completamente impotente” para resolver a situação, Alcino Hermínio lembrou que “a actual legislação também não permite ao agrupamento abrir um concurso a nível da escola”. O responsável disse ainda que agora será necessário “reforçar o apoio aos alunos para compensar o tempo perdido”.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação disse que este “é um caso que decorre da previsão da lei” e que e “no caso em apreço, o docente aceitou a colocação e celebrou um contrato, porém, exerceu o seu direito à rescisão do contrato no período experimental, dentro prazo legalmente estabelecido”. Entretanto “foi colocado na sexta-feira, dia 11, novo docente no concurso de reserva de recrutamento”, acrescentou.

O professor de Matemática só chegou dois meses depois

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