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De companheirismo se faz a claque Piranhas do Tejo

De companheirismo se faz a claque Piranhas do Tejo

Grupo de apoiantes do Vilafranquense já existe há dez anos

Edição de 23.11.2016 | Desporto

“Força, Força União, olha a tua gente, sempre a cantar. Bandeiras bem no alto que o União vai ganhar”. Esta é uma das muitas músicas que a claque Piranhas do Tejo entoa nos jogos do União Desportiva Vilafranquense (UDV). São cânticos, bandeiras, very-lights, tudo apetrechos de um grupo ‘ultra’ do futebol, a juntar mais um trompetista que toca músicas de tourada.
Domingo foi dia grande para este grupo de gente, na sua maioria jovem, e o apoio não faltou no jogo em que a equipa de Vila Franca de Xira eliminou o primodivisionários Paços de Ferreira. A claque fez este ano uma década de existência. Na altura havia a ideia de criar uma claque, de forma a substituir os extintos Red Xira Boys. Mas após o UDV ser despromovido de divisão três vezes consecutivas, o Major TimTim decidiu formalizar a tão desejada claque, que surgiu a 2 de Abril de 2006. Começaram com 10 elementos e hoje são cerca de 50 em todos os jogos de futebol e hóquei em patins.
É sobretudo um grupo de amigos que a dada altura se cruzou na escola ou a fazer desporto. Gostam de copos, futebol e companheirismo. “A maioria de nós jogou aqui no Vilafranquense, nas camadas jovens durante os anos 90 e inícios de 2000. Gostamos da amizade, do companheirismo e como eles (UDV) jogam à bola facilmente se faz a festa”, afirma Sérgio Gabriel, um dos membros da claque.
“Isto não é nada organizado, é tudo companheirismo. Não há líderes, não há nada. Aqui somos todos iguais. Não somos como os Super Dragões (FC Porto), Juve Leo (Sporting) ou No Name Boys (Benfica). Tentamos fazer o mesmo com o pouco que temos. Apontam o David como chefe da claque pois foi ele que acompanhou mais o percurso dos Piranhas. Numa altura em que se dizia que o futebol já não dava nada em Vila Franca, foi ele que puxou pelas pessoas e pela cidade”, continua Sérgio.
Sara é uma das poucas mulheres na claque. É o amor à camisola que a traz ao futebol e aos Piranhas é a amizade que tem pelo grupo apesar de não ser de Vila Franca. “Somos muito poucas, eles têm de angariar mais meninas. Nós aqui somos de Vila Franca e arredores, eu não sou mesmo de Vila Franca, sou da Castanheira, mas temos pessoas de Alenquer, do Sobralinho, Alhandra. Só de Alverca é que não temos ninguém de certeza”, diz. O FC Alverca, apesar de não jogar na mesma competição, continua a ser o rival directo. Ainda assim dizem ser uma rivalidade saudável.
O UDV subiu de escalão e disputa agora o Campeonato de Portugal, terceiro escalão nacional. Ficaram colocados numa série com três equipas dos Açores, o que os impossibilita de apoiar a equipa nas ilhas. No entanto quando se joga em Portugal continental é sempre um autocarro cheio para os jogos fora. Os custos são pagos dos bolsos de cada um. Os bilhetes no campeonato custam 7,50 euros e a despesa total nos encontros fora de casa ronda os 25 a 30 euros.

De companheirismo se faz a claque Piranhas do Tejo

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