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Problema da pessoa de Benavente que acumula lixo não pode ser resolvido administrativamente 

Edição de 23.11.2016 | O MIRANTE dos Leitores

Acho estranho que a Câmara Municipal de Benavente anuncie que vai notificar o cidadão que colecciona objectos sem préstimo na Aldeia do Peixe, naquele concelho, para o deixar de fazer, chamando-lhe a atenção para que tal situação pode comprometer a saúde pública. É mais ou menos como dizer a um leproso que deve deixar de ter lepra porque a doença pode comprometer a saúde pública.
É sabido há muitos anos que a acumulação compulsiva ou acumulação patológica, também designada por disposofobia, que consiste na aquisição ou recolha ilimitada de bens ou objectos que, por vezes, já foram deitados pelos outros ao lixo é uma doença e que deve ser tratada como tal.
O cidadão em causa sofre de uma doença e se a Câmara Municipal de Benavente está convencida que consegue tratar daquela doença administrativamente está a seguir por um caminho muito estranho. As doenças não se tratam com notificações. O município tem que recorrer às autoridades de saúde.
Margarida Bonifácio

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