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Manifesto contra visita do Papa a Fátima no centenário das aparições
CONTROVÉRSIA. O fenómeno de Fátima deu origem a mais uma polémica

Manifesto contra visita do Papa a Fátima no centenário das aparições

O músico Pedro Barroso e o advogado de Torres Novas Carlos Tomé são alguns dos subscritores de um texto que critica o Papa Francisco por vir credibilizar o que consideram ser “um embuste”.

Edição de 23.11.2016 | Sociedade

O músico Pedro Barroso, o advogado e antigo vereador da Câmara de Torres Novas Carlos Tomé e o eleito do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Torres Novas, João Carlos Lopes, estão entre os autores e primeiros subscritores de um “Manifesto contra a ida do Papa a Fátima para credibilizar o “milagre””, que é acompanhado por uma petição pública na Internet.
Os autores do manifesto, onde se incluem ainda o antropólogo Carlos Simões Nuno e o padre Mário de Oliveira, também conhecido como o “padre da Lixa”, confessam a sua estranheza pela visita do Papa Francisco a Fátima em Maio de 2017, para celebrar o centenário das aparições dizendo que “o chamado ‘milagre’ dos três pastorinhos não passa de um autêntico embuste” e criticando “o processo contínuo e imparável de exploração religiosa montado sobre tão ingénua encenação”.
“Quem se informar sobre este caso, fica a conhecer facilmente a forma como os acontecimentos na época foram urdidos, planeados e tramados - entre a dúvida inicial e a posterior complacência da Igreja Católica - numa era de grande obscurantismo cultural e com evidente aproveitamento dessa rústica ignorância”, lê-se no manifesto onde se acrescenta que “não é preciso grande esforço para chegar a esta conclusão, nem grande erudição teológica para analisar o caso”, bastando ler documentação da época ou bibliografia entretanto publicada sobre o assunto.
Os signatários do manifesto dizem que a anunciada vinda do Papa a Fátima “significa, de certo modo, a credibilização do falso ’prodígio’, a ratificação da mentira, a oficialização de um processo ardiloso e inconcebível com objectivos essencialmente políticos, religiosos e económicos, destinado a enganar multidões de crentes desavisados e do povo em geral”. E enfatizam: “Ninguém ignora a oportunista e florescente ‘indústria religiosa’ que ali está montada”.
“Esta atitude do Papa Francisco é tanto mais estranha quanto ele tem sido um paladino de humanismo, com posições modernas e progressistas expendidas em diversos domínios, em defesa dos valores da verdade, dignas dos maiores elogios de católicos e não católicos”, alega-se no manifesto. “Esta sua ratificação de tal secular burla na questão de Fátima - por ser contraditória com a verdade - não se percebe, nem se insere na sua já notória causa de combate aos momentos menos claros e erros da Igreja Católica através dos tempos. Nem se pode aceitar de ânimo-leve”, afirmam.

Manifesto contra visita do Papa a Fátima no centenário das aparições

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