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Politécnico de Tomar tem que oferecer coisas únicas para atrair mais alunos
festejos. Dirigentes cantaram os parabéns ao IPT

Politécnico de Tomar tem que oferecer coisas únicas para atrair mais alunos

Instituto assinalou 30º aniversário com cerimónia de abertura solene do ano lectivo 2016/2017.

Edição de 23.11.2016 | Sociedade

“Temos que aglutinar forças para responder aos desafios que temos pela frente. Não há soluções mágicas para a reforma do ensino politécnico e universitário. A transição é inevitável e não sabemos como serão os próximos 30 anos. O Instituto Politécnico de Tomar pode até vir a ter outro nome de um território que valha a pena. Não sabemos mas a instituição saberá adaptar-se às mudanças. Temos que ter a atitude que só se muda para melhor”.
A opinião é de Augusto Mateus, presidente do conselho geral do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), durante a cerimónia de abertura solene do ano lectivo 2016/2017 que decorreu na quarta-feira, 16 de Novembro, no auditório Doutor José Bayolo Pacheco de Amorim, no Campus do IPT. A cerimónia assinalou também os 30 anos do IPT.
O economista refere que o nível de educação em Portugal vai ser ainda mais elevado nos próximos 30 anos. “O futuro é muito mais de trabalho em equipa do que individual. A aprendizagem será mais rápida com maior recurso às experiências”, disse. E Augusto Mateus acrescentou que o melhor local para as empresas de tecnologia crescerem é nos campus dos politécnicos e universidades. “Tem a vantagem de racionalizar recursos existentes”, sublinha.
Na sua opinião, nas próximas décadas os alunos vão estudar mais tempo mas por períodos mais curtos. “Temos que ter maior capacidade de seguir os nossos alunos nas suas carreiras profissionais uma vez que eles vão precisar de formação contínua, durante períodos mais curtos de tempo”, reflectiu.
Augusto Mateus diz que a valorização do território identitário é um novo trunfo para a educação do ensino politécnico. “Temos que oferecer coisas que não existem em mais nenhuma parte do mundo, temos que ser únicos e criar essa atractividade para que os alunos prefiram esta instituição”, afirma, acrescentando que os próximos tempos vão ser mais difíceis porque vão ser mais misteriosos.

Protocolo traz alunos do Congo
Presente na cerimónia esteve Luís Galacho, antigo aluno do IPT e que participou na cerimónia em representação do ministro do Ensino Técnico e Profissional, da Formação Qualificante e do Emprego da República do Congo, Antoine Thomas Nicéphore, que não pôde estar presente. Luís Galacho informou que, no âmbito do projecto de internacionalização do IPT, cerca de meia centena de alunos do Congo vão chegar nos próximos dias a Tomar para frequentarem a instituição e tirarem o seu curso.
“Se correr tudo bem para o próximo ano podem ser cem alunos. O Congo quer que os seus jovens aprendam o máximo em Portugal para poderem aplicar os seus conhecimentos no seu país apostando no seu desenvolvimento”, referiu Galacho.
O presidente do IPT, Eugénio Pina de Almeida, recordou o início da instituição, em 1986, e que o sucesso do IPT se deveu ao facto de ter conseguido apostar numa nova oferta formativa. “Os próximos tempos vão ser de mudança. A própria mudança está a mudar e temos que discutir de forma rápida essa mudança senão corremos o risco de não nos adaptarmos a essa mudança”, destacou. A cerimónia terminou com as centenas de presentes a cantarem os parabéns ao IPT e com bolo de aniversário.

Politécnico de Tomar tem que oferecer coisas únicas para atrair mais alunos

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