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Quarto assalto num ano a bar no cais de Vila Franca de Xira
Prejuízo. Luisa Vieira suspeita que sejam sempre os mesmos assaltantes

Quarto assalto num ano a bar no cais de Vila Franca de Xira

Edição de 23.11.2016 | Sociedade

O ano de 2016 tem sido terrível para Luísa Vieira, proprietária de um bar junto ao cais de Vila Franca de Xira. O pequeno estabelecimento foi alvo de quatro assaltos só este ano, tendo o último ocorrido na madrugada de quinta-feira, 17 de Novembro. Os assaltantes entraram pelo telhado e levaram bebidas, comida, caixa de facturação, uma aparelhagem de som e cerca de 50 euros em dinheiro.
Luísa Vieira admite que seja a mesma pessoa a fazer os assaltos. “As outras vezes foi exactamente a mesma coisa, entraram pelo mesmo sítio. Sabiam onde estavam as coisas e sumiram”, refere Luísa Vieira de 78 anos. Ainda assim escapou um projector que pertence à câmara, que ali está para mostra de filmes durante a exposição Bienal de Fotografia.
O acesso pelo telhado é fácil, bastando levantar algumas telhas. E como o tecto é de pladur consegue-se partir com alguns pontapés. De acordo com as marcas visíveis na porta, a proprietária entende que os assaltantes tiveram foi dificuldades em sair. As portas são de ferro o que a leva a crer que os assaltantes possam ter causado ruído ao tentar sair, no entanto a falta de iluminação e de residentes no local levou a que não houvesse quaisquer testemunhas do crime.
Segundo a proprietária o prejuízo ronda os três mil euros, mais ou menos o mesmo valor resultante dos restantes assaltos, que ocorreram em Janeiro, Maio e Julho deste ano.
A família de Luísa Vieira começou a pensar em instalar um alarme para o bar logo após os primeiros assaltos, mas até ao momento ainda nada foi instalado para além do reforço nas portas que os assaltantes conseguiram ultrapassar.
A PSP tomou conta da ocorrência em todas as ocasiões mas ainda não foi possível identificar suspeitos para estes assaltos. “A autarquia diz que isto é um local emblemático mas o local não tem iluminação nenhuma, os candeeiros estão dirigidos para cima em vez de darem luz à rua. À noite a cancela da passagem de nível do comboio fica em baixo e os polícias sem carro não vêm aqui. O próprio jardim municipal Constantino Palha fica fechado. Já comunicamos a situação mas eles não fazem caso”, afirma a proprietária.

Abaixo-assinado pede medidas
Após o 3º assalto Luísa Vieira e família começaram a recolher assinaturas para um abaixo-assinado. Conseguiram perto de 400 nomes que foram entregues esta semana à câmara municipal. No documento a que O MIRANTE teve acesso faz-se um apelo a mais iluminação, limpeza e policiamento na zona. Pede-se também para que seja reduzido o ruído da campainha da passagem de nível.
Entretanto os proprietários do bar vão manter o estabelecimento encerrado em forma de protesto. Não se sabe ainda até quando este protesto irá manter-se, nem o que acontecerá com a exposição de fotografia de André Sousa ‘Cem Raios t’Abram Von Calhau! da Bienal deste ano.

Quarto assalto num ano a bar no cais de Vila Franca de Xira

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