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Rio Maior pressiona Governo para resolver problemas na rede viária
PROMESSA. Requalificação de troço da EN 114 que serve a zona industrial está prometida há sete anos

Rio Maior pressiona Governo para resolver problemas na rede viária

Corte do nó do IC2 já dura há seis meses e a requalificação da EN 114 à entrada da cidade está prometida há mais de sete anos.

Edição de 23.11.2016 | Sociedade

A presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais (PSD), apela à colaboração dos deputados eleitos pelo círculo de Santarém no sentido de sensibilizar o Governo para a necessidade de resolução de alguns dos problemas que atingem a rede viária do seu concelho. Em causa está o corte do nó de acesso do IC 2 à cidade - que está a afectar a circulação rodoviária nos acessos a Rio Maior e a sobrecarregar as vias alternativas com tráfego de pesados, nomeadamente a antiga Estrada Nacional 1 em Asseiceira - e ainda a requalificação, há muito anunciada e reclamada, do troço da Estrada Nacional (EN) 114 entre o nó da A15 e a entrada da cidade.
O apelo da autarca já teve eco pelo menos junto do grupo parlamentar do PS. Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Santarém colocaram uma série de perguntas ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre o corte do nó de acesso do IC 2 a Rio Maior. Querem saber se o ministério tem conhecimento da situação, se é possível a reabertura do nó, quem são os responsáveis pela situação e que alternativas estão pensadas para servir o concelho de Rio Maior.
O corte do nó de acesso do IC 2 à cidade registou-se em Maio de 2016 por razões de segurança. Uma exploração de extracção de areias situada junto ao nó está na raiz do problema. A instabilidade no talude causado pela escavação do solo arenoso nessa zona, nos arredores de Rio Maior, pôs em risco a segurança da circulação na via que liga o IC2 à antiga EN1. Até à data não houve qualquer intervenção na zona nem se sabe quando e como é que o problema vai ser resolvido.
O vice-presidente da câmara, Carlos Frazão, referiu também em reunião de câmara que já tinha pedido há algumas semanas uma reunião ao director de Estradas de Santarém, mas até essa data não tinha sido possível agendar o encontro. Já a presidente Isaura Morais tinha agendada uma reunião com o secretário de Estado das Infraestruturas para esta terça-feira, 22 de Novembro, para falar dessas questões.
Com o fecho do nó de Rio Maior do IC 2, a aldeia de Asseiceira voltou a conhecer o suplício do trânsito intenso, nomeadamente de pesados, pelo meio da localidade, no trajecto que em tempos foi a EN 1. O trânsito do IC2 no sentido sul-norte foi desviado pela aldeia e só volta a entrar no IC 2 no Alto da Serra. A situação gera apreensão, sobretudo devido ao excesso de velocidade com que muitos condutores ali passam, como voltou a reforçar o vereador Augusto Figueiredo (CDU).

Protocolo com sete anos nunca saiu do papel
Já quanto à requalificação do troço da EN 114 entre o nó da A15 e a entrada da cidade, trata-se de um processo antigo, tendo inclusivamente sido assinado, há mais de sete anos, um protocolo entre o município e a empresa pública Estradas de Portugal (entretanto extinta e substituída pela Infraestruturas de Portugal) visando a requalificação dessa via que serve a zona industrial da cidade.
Foi em 4 de Setembro de 2009, a escassas semanas das eleições autárquicas e legislativas desse ano, que a administração da Estradas de Portugal e o então presidente da Câmara de Rio Maior, Silvino Sequeira (PS), assinaram um protocolo que previa a requalificação desse troço, mas as prometidas e ambicionadas obras na EN 114 nunca saíram do papel.

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