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Artístico Serafim das Neves

Edição de 30.11.2016 | Emails do Outro Mundo

Concordo contigo. O manifesto contra a visita do Papa Francisco a Fátima, lançado por dois hereges de Riachos, o cantor Pedro Barroso e o advogado comunista Carlos Tomé, vem muito tarde. Realmente alertar o homem para o facto de vir credibilizar o milagre mais que credibilizado de Fátima é o mesmo de gente que tem andado distraída.
O que eu acho interessante é esta técnica de combater um milagre pedindo outro milagre, no caso o milagre do Papa Francisco mudar de ideias e em vez de ir apanhar um banho de multidão na Cova da Iria, ir apanhar banhos de sol nas Caraíbas, por exemplo.
Já agora que o tempo é de pedir milagres, aproveito para lembrar que ainda estou à espera de um milagre que transforme todas as petições, moções, abaixo-assinados e manifestos que foram feitos em Portugal nos últimos quarenta anos em maços de notas de 500 euros em vez do que tem acontecido que é a sua transformação em rolos de papel higiénico.
Em Tomar, simpática localidade que teima em roubar o título de terra dos fenómenos ao Entroncamento, a presidente da câmara, Anabela Freitas, suou as estopinhas para conseguir arranjar na lista do seu PS, alguém que quisesse substituir o demissionário vereador Rui Serrano.
Os três que estavam a seguir ao Serrano recusaram largar os seus empregos para ir dar o corpo ao manifesto na gestão municipal e foi só a sétima da lista que acabou por aceitar. Resta saber se estavam com medo de irem ocupar o chamado “lugar do morto” ou se não queriam ser ensombrados pela cara de poucos amigos do vereador comunista Bruno Graça, com quem o PS tem uma aliança.
É claro que também há outra possibilidade. Com o país em maré de crescimento económico e a transbordar de optimismo e de apelos ao consumo, só um grande maluco se poderia sujeitar a ganhar uma miséria de um ordenado de vereador que nem chega a 2.300 euros por mês e uma miséria ainda maior de cerca de 470 euros, para despesas de representação. E depois dizem que há pouca gente interessada em ir para a política...pudera!
Tenho lido muitas notícias sobre poluição em Torres Novas e quero dar os parabéns às gentes daqueles lados pela sua fina ironia e sentido de humor. Continuar a chamar Ribeira da Boa Água a uma vala de esgoto que aparece em quase todas as fotografias é algo que merece destaque.
O presidente da Câmara do Entroncamento teve que permanecer mudo na cerimónia que assinalou os 160 anos do caminho-de-ferro em Portugal e queixou-se amarga e abundantemente na última reunião do executivo. Eu sou solidário com o frustrado orador mas quero dizer-lhe para não lamentar mais o que se passou.
Como ele muito bem sabe, quem ficou a perder por o ter silenciado foi a organização do evento. Calar uma voz daquelas é um crime de lesa-pátria. Além disso o autarca vingou-se e bem, orando fortemente e sem limite de tempo, a semana passada, no aniversário do seu concelho. Aquilo é que foi tirar a barriga de misérias, carago!
Quem não se tem poupado a esforços para ser o rei do Facebook a nível regional é o presidente da Assembleia Municipal da Golegã, Veiga Maltez. Ele vai a todas, fala com todos, fala de tudo e distribui elogios a torto e a direito. Aqui há dias quem lhe caiu no goto foi a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, a propósito das pinturas que os jovens artistas do “180 Creative Camp” usaram para dar um tom modernaço ao Convento de São Domingos.
Depois de dissertar sobre a obra em si, atribuindo a sua autoria não só aos “artistas” que a pariram como aos autarcas que a permitiram, o facebookiano goleganense, no seu estilo cavalheiresco, declara solenemente que o mérito...perdão...a culpa, não é dos ‘artistas’ mas de quem os elege e lhes dá guarida; de quem os acolhe nos seus espaços; de quem não tem ideias, ideais e convicções e de quem anda ao sabor da opinião dos que gostam de pintura e de escultura ao quilo. Opinião de peso, digo eu, esperando que não tenha caído em cima de ninguém.
Saudações da pesada
Manuel Serra d’Aire

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