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“Trabalho sempre no duro mas quando saio da empresa o tempo é para a família”

“Trabalho sempre no duro mas quando saio da empresa o tempo é para a família”

Tiago Galão, responsável pela empresa Galão Publicidade em Almeirim, tirou nos anos 90 um curso profissional de artes gráficas na Escola Profissional de Salvaterra de Magos e concluiu a licenciatura em gestão há dois anos. Diz que não leva o trabalho para casa “porque a família está sempre primeiro”.

Edição de 30.11.2016 | Identidade Profissional

Nos anos noventa tirou um curso técnico de Artes Gráficas na Escola Profissional de Salvaterra de Magos. Quando acabou o curso começou a trabalhar na empresa que hoje lidera em conjunto com o seu pai, a Galão Artes Gráficas. Trabalhou alguns anos só com a formação profissional mas chegou uma altura em que achou que aquela formação não era suficiente. Não ao nível criativo porque o curso profissional deu-lhe bastantes conhecimentos e as bases para começar a trabalhar. “Ainda hoje se for a uma gráfica sei mexer em qualquer máquina que lá esteja”, diz. Por isso há cerca de dois anos concluiu a licenciatura em Gestão na Escola Superior de Gestão de Santarém. “Achava que estava a estagnar, já fazia as mesmas coisas sempre”.
Hoje quando fala com o contabilista sente que falam a mesma língua. Tiago Galão, 37 anos, diz que ficou com uma nova visão ao nível daquilo que são os melhores investimentos para a empresa. “Fiz contas e percebi que se comprasse uma nova máquina iria poupar em cerca de 30 por cento os custos de produção. O criativo só quer fazer um desenho bonito e que o cliente goste”, explica.
Os principais trabalhos que a Galão Publicidade executa são decoração de viaturas e reclames luminosos, uma vez que têm serralharia própria. “Conseguimos fazer reclames à medida do cliente, temos essa vantagem. E impressão digital em grandes formatos”, explica.
O empresário chega à empresa muito cedo e sai mais cedo enquanto que o seu pai entra mais tarde mas também sai mais tarde. “Vamos dividindo isto por turnos. Por norma reservo o fim-de-semana para a família, tirando alguns em que temos mesmo de trabalhar porque algumas montagens têm de ser feitas ao fim-de-semana”, conta.
A família, para Tiago Galão, está sempre primeiro. “Consegue-se sempre um equilíbrio. Quando trabalho é no duro mas quando saio daqui o tempo é para a família. Separo muito o trabalho da vida familiar. Quando saio da empresa acabou. Se for muito urgente atendo o telefone e tento resolver mas se for à hora das refeições não atendo”.
O que mais gosta na sua profissão é não haver monotonia. “Todos os dias temos um desafio diferente”. Sente-se ribatejano e adora viver no campo. “Olho pela janela e vejo o trânsito onde de vez em quando passa um tractor. Não me via a viver em Lisboa a não ser num daqueles bairros típicos onde as pessoas ainda se cumprimentam”, afirma.
O trabalho mais caricato que lhe apareceu na empresa foi a impressão de uns brasões em autocolantes. O empresário conta que foi “à procura daquele desenho na internet” e percebeu que aqueles eram os brasões dos bilhetes de identidade da Roménia, “ou seja, ele queria falsificar documentos”.
Tiago Galão não sente a concorrência das empresas online. “Os nossos produtos têm muito trabalho manual e a maioria dessas empresas estão sediadas em Espanha onde o custo de mão-de-obra é mais elevado. Acabamos por conseguir melhores preços”. A Galão Publicidade sentiu muito a crise em 2009 mas o empresário diz que “nos últimos dois anos tem-se sentido alguma recuperação. Muito lentamente mas estável. Penso que há sempre motivos para sorrir. Temos de olhar para as vezes que nos levantamos porque cair vamos cair muitas vezes ao longo da vida”, afirma.
Tiago Galão não dispensa uma semana na neve para esquiar em família. “Costumo dizer por brincadeira que se não for à praia não tem problema”. É nessas idas que o empresário recarrega baterias para mais um ano. Diz ser “um forreta”, por isso, prefere ir para fora de Portugal porque “com o dinheiro que se gasta num fim-de-semana na Serra da Estrela dá para passar uma semana nos Pirenéus Franceses”, diz.

“Trabalho sempre no duro mas quando saio da empresa o tempo é para a família”

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