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Anabela Freitas diz que próximo orçamento da Câmara de Tomar é realista

Bancada do PSD na assembleia municipal fala em falta de estratégia para o concelho

Edição de 30.11.2016 | Sociedade

A bancada do PSD na Assembleia Municipal de Tomar considera que o orçamento da câmara municipal para o próximo ano demonstra “falta de estratégia para o concelho”. O eleito Tiago Carrão (PSD) diz que a maioria PS/CDU que gere o município continua a desviar a atenção dos “problemas estruturantes essenciais para o crescimento económico. “Sem crescimento económico dificilmente teremos condições para mais apoio aos jovens, aos idosos, à cultura, ao desporto, à economia local e ao turismo. Falta um projecto e ambição para responder aos anseios e necessidades dos tomarenses, há falta de soluções para o desemprego, a fixação dos jovens e o envelhecimento da população”, disse.
Carrão lamentou que a proposta do PSD para a criação de uma área de serviço para autocaravanas não tivesse sido contemplada no orçamento de 2017. Outra das críticas prende-se com o pagamento a fornecedores. “Entre Janeiro e Setembro deste ano a Câmara de Tomar aumentou em dois meses o prazo de pagamento aos fornecedores. Passámos de 307 dias para 361 dias, praticamente um ano. São mais dois meses que as empresas do nosso concelho têm que esperar para receberem o pagamento do município”, acusa.
O PSD defende que o concelho de Tomar precisa de ambição e realça o facto de este ser um orçamento de ano de eleições autárquicas. “Será este o orçamento que Tomar precisa ou é o orçamento que o Partido Socialista precisa para as eleições autárquicas? Tomar precisa de ambição. Se é verdade que até agora os municípios ainda não tiveram acesso aos fundos comunitários do Portugal 2020 também é verdade que em 2017 teremos finalmente fundos disponíveis. 2017 é um ano de investimento. Uma oportunidade para realizarmos obras estruturantes para o nosso concelho. Mais uma vez esta governação das esquerdas desilude”, critica.
A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), considera que este é um orçamento realista, feito baseado naquilo com que sabem que podem contar. A autarca sublinhou que a manutenção da taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) em 0,35% faz com que o município perca receita mas considera que esta é uma medida “consciente”. Anabela Freitas destaca que o orçamento para o próximo ano vai incidir no apoio à habitação social; regeneração urbana e património; protecção civil e equilíbrio financeiro. “Depois de adquirirmos o terreno pretendemos valorizar as ruínas romanas existentes atrás do quartel dos bombeiros”, disse.
O eleito Luís Ferreira, que foi chefe de gabinete da presidente até Dezembro de 2015, refere que o orçamento são opções de gestão da actual maioria, afirmando que a presidente deveria mostrar e explicar detalhadamente todos os números do orçamento para esclarecer os eleitos da assembleia municipal e também a população.

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