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Cidadãos foram à Câmara de Ferreira do Zêzere protestar contra poluição de fábrica

Esta foi a quinta vez que os populares manifestaram as suas preocupações junto dos autarcas, devido aos maus cheiros e a uma eventual contaminação dos solos.

Edição de 30.11.2016 | Sociedade

Cerca de 60 populares marcaram presença na última reunião do executivo da Câmara de Ferreira do Zêzere para tentar obter respostas para um problema de poluição e maus cheiros alegadamente gerado pela empresa Biocompost. A empresa dedica-se à produção e comercialização de fertilizantes e substratos de origem orgânica de modo a valorizar e recuperar solos que se encontrem pobres e com necessidades de matéria orgânica.
Esta foi a quinta vez que um grupo de populares de Areias e Pias se manifestou junto aos eleitos de Ferreira do Zêzere por causa dos maus cheiros que emanam daquela empresa, localizada no Terreirinho, Pias, tendo o porta-voz dos populares, Vítor Mendes, afirmado à agência Lusa que a sua preocupação se prende também com uma eventual contaminação dos solos.
“Desde 2014 que o problema dos maus cheiros emanados da Biocompost se têm vindo a agudizar e é impossível as pessoas viveram com aquele cheiro insuportável”, frisou, tendo ainda manifestado a “preocupação com a contaminação dos solos”, na área da União de Freguesias de Areias e Pias.
As intervenções dos vários munícipes têm ido no sentido de apelar à câmara que “faça alguma coisa” para colocar um ponto final neste problema, numa altura em que a fábrica de compostos orgânicos duplicou a sua produção.
“O problema é que a câmara diz que não consegue sozinha resolver o problema e ainda não foi agora que conseguimos obter um esclarecimento sobre o porquê da fábrica estar a laborar nestas condições”, referiu Vítor Mendes, tendo feito notar que a população “não vai desmobilizar desta luta enquanto o problema não estiver resolvido”.
A empresa Biocompost produz e comercializa produtos de origem biológica de modo a valorizar e recuperar solos pobres e com necessidades de matéria orgânica, tanto através do fertilizante orgânico como dos substratos.
Contactado pela Lusa, o vice-presidente da autarquia, Paulo Alcobia Neves (PSD), disse reconhecer os motivos do “desagrado da população” e referiu que a autarquia está a trabalhar com várias entidades para resolver o problema.
“Ainda hoje foi efectuada uma vistoria à fábrica por seis entidades no sentido de pôr em marcha um plano de monitorização da emissão de gases para a atmosfera e descargas de efluentes”, por parte daquela fábrica, plano que “tem por objectivo assegurar que a empresa cumpra com todas as suas obrigações”.
A vistoria, segundo o autarca, contou com elementos da câmara municipal e de organismos de saúde pública, Agência Portuguesa do Ambiente, Direcção Geral de Veterinária, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e Direcção Regional de Agricultura e Pescas. “Com os resultados desta vistoria vamos depois perceber que tipo de investimentos terá a empresa de eventualmente realizar para que cumpra e respeite as suas obrigações legais”, concluiu Paulo Alcobia.
O MIRANTE contactou a empresa para tentar obter a sua posição, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

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