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Sem acordo a ex-Escola das Tílias no Entroncamento vai custar mais de 800 mil euros

Edição de 05.01.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Pessoalmente acho esta situação lamentável. A Câmara do Entroncamento precisava de um terreno para fazer uma escola e fez um contrato promessa de permuta em que recebia o terreno de que necessitava e em troca dava outro mais pequeno com um projecto de loteamento devidamente aprovado.
Depois de ter feito a escola nova e de a mesma estar a funcionar, decidiu que não queria abdicar de uma antiga escola que estava no terrenos que tinha que entregar. Sendo assim e segundo o que tinha sido acordado, bastava-lhe comunicar que não cumpria o contrato, sujeitando-se a pagar o que estava previsto em caso de incumprimento que eram os tais 800 mil euros.
Em vez disso e como não conseguiu que os proprietários aceitassem as propostas que foi fazendo, reuniu na antiga escola umas duas ou três dezenas de pessoas, entre autarcas, ex-alunos e membros da universidade da terceira idade que foi autorizada a funcionar na mesma, para criar uma situação de interesse popular.
Agora resta saber se vai tentar pedir a declaração de utilidade pública para expropriação do terreno, pensando que pode vir a pagar menos, se paga aquilo que deve pagar ou se vai deixar ir para tribunal com a ideia de arrastar o assunto de tal maneira que os particulares acabem por ceder. Seja como for o que fica é mais um exemplo de que o Estado, neste caso a administração autárquica não é pessoa de bem. Lamentável!!
E não se diga que houve uma mudança do executivo e este pensa diferente do outro. Um acordo é um acordo e tem que ser cumprido. Se não fosse assim o actual executivo até podia deixar de pagar aos bancos e a fornecedores com a desculpa que não tinha nada a ver com o assunto.
Bernardino Jesus Videira

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