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25/05/2017
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QUEIXAS. Mercado do levante em Alhandra é um dos maiores do concelho, a par com Vialonga e Vila Franca de Xira
Autarcas e feirantes não se entendem por causa do lixo no mercado do Levante
Sempre que há feira em Alhandra fica um mar de sujidade. Os autarcas criticam o desleixo de quem ali vende e os feirantes reclamam mais contentores e ecopontos.
Edição de 05.01.2017 | Sociedade

Quem vive junto ao mercado do Levante em Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira, já está habituado ao cenário que fica depois das feiras que ali acontecem: lixo acumulado e maus-cheiros.
Os autarcas locais acusam os feirantes de falta de civismo e estes, por seu turno, dizem que é difícil manter o espaço limpo porque faltam caixotes do lixo e ecopontos em condições. Enquanto a troca de argumentos prossegue a verdade é que sempre que acaba uma feira o espaço fica cheio de caixas de sapatos, papelões, restos de couves e frutas, plásticos e diversos outros materiais que os feirantes deixam para trás.
É uma empresa contratada pela junta que vai depois limpar todo o espaço mas nos dias de chuva a tarefa torna-se mais complicada. E quando há vento o problema agrava-se, com lixo a esvoaçar pelo ar e a cair dentro da ribeira adjacente ao espaço. “Estamos a pagar as nossas taxas para ocupar o recinto, o mínimo que podemos pedir são locais onde poder deixar o lixo. Se cada um de nós for deixar o lixo nos poucos contentores que existem aquilo fica logo cheio, por isso nem vale a pena”, lamenta Fernando Oliveira, comerciante.
O espaço, como O MIRANTE constatou, tem caixotes do lixo, uns pequenos nas zonas centrais e outros maiores nas extremidades do recinto, mas são poucos os feirantes e clientes que se dão ao trabalho de caminhar até eles.
O presidente da Junta de Alhandra, Mário Cantiga (CDU), admite que também não gosta de ver a situação mas reconhece que a solução não é fácil. “As pessoas acham que, porque pagam a taxa, têm o direito de sujar o espaço. Vamos lá, chamamos a atenção das pessoas e nada. É uma questão de civismo. Vocês não imaginam a quantidade de sanitas e autoclismos que temos de mudar nas casas de banho do mercado por causa da feira”, lamenta.
O autarca diz que a melhor solução passava por meter um encarregado da junta a tomar conta do espaço mas que a actual situação financeira não o permite. “Vamos novamente tentar sensibilizar as pessoas para não o fazerem mas não é fácil”, lamenta.

Uma “pocilga” e uma “vergonha”
Na última Assembleia de Freguesia de Alhandra, vários eleitos criticaram a falta de civismo dos feirantes e exigiram do executivo da junta uma tomada de posição. Há mesmo quem defenda a criação da possibilidade, em regulamento, de quem poluir o espaço ser proibido de continuar a vender no local. “Os feirantes pagam uma taxa para ocuparem aquele espaço mas é inadmissível a lixeira que lá deixam, já para não falar das horas de trabalho a fio que são precisas para limpar”, lamenta Osvaldo Pires, da Coligação Novo Rumo.
Quem também pediu “uma atitude séria” da junta foi Rui Perdigão, do Bloco de Esquerda. “É uma situação vergonhosa. Deve pelo menos haver uma sensibilização da junta para com os comerciantes para que estas coisas não aconteçam”, apelou.

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